3 -Criar um ambiente de recolhimento
É importante criar um ambiente adequado, que favoreça o recolhimento diante da Palavra de Deus. Ler a Bíblia é como freqüentar um amigo. Os dois exigem o máximo de atenção, respeito, amizade, entrega e escuta atenta. Para isso você deve aprender a cultivar o silêncio dentro de si, durante todo o tempo da Leitura Orante. E lembre-se: uma boa e digna posição do corpo favorece o recolhimento da mente.
Papa Bento VXI - Maio/2007
Lectio Divina - Passo 3
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Lectio Divina - Passo 2
2 - Pedir o Espírito Santo. "Pedi e recebereis."
Poder escutar Deus não depende de você nem do esforço que fará, mas só e unicamente de Deus, da Sua decisão gratuita e soberana de entrar em contato com você e de fazer com que possa ouvir a Sua voz. O ponto de partida da Leitura Orante deve ser a humildade. Saber recolher-se à sua própria insignificância e dignidade. Para isto é necessário que você se prepare, vigiando em orações, pedindo que Ele mande o seu Espírito. Pois, sem a ajuda do Espírito de Deus, não é possível descobrir o sentido que a Palavra de Deus tem para nós hoje (cf Jo 14,26; 16,13; Lc 11,13).
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Lectio Divina - Passo 1
1-"Faça-se em mim segundo a tua Palavra."
Ao iniciar a Leitura Orante da Bíblia, você não vai estudar; não vai ler a Bíblia para aumentar conhecimentos nem preparar algum trabalho apostólico; não vai ler para ter experiências extraordinárias. Vai ler a Palavra de Deus para escutar o que Deus lhe tem a dizer, para conhecer a Sua Vontade e viver melhor o Evangelho de Jesus Cristo.Em você devem estar a pobreza e a disposição que o velho Eli recomendou a Samuel: "Fala, Senhor, que teu servo escuta!"(1Sm3,10). Deve estar a mesma atitude obediente de Maria: "Faça-se em mim segundo a tua Palavra"(Lc 1,38).
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Leitura Orante da Bíblia
A prática cristã ancestral de Leitura Orante da Bíblia tem suas raízes e é alimentada pela oração de escuta da palavra de Deus na Sagrada Escritura, especialmente nos Evangelhos e Salmos, chamada Lectio Divina, ou Leitura Divina.
Tire algum tempo diariamente para ouvir a Deus e responder à sua palavra. De preferência um período diário de 30 minutos é desejável. Se não puder, faça 5, 10 minutos, o que lhe for possível. Mas não deixe de ouvir ao Senhor diariamente.
(O Concílio Vaticano II, em seu decreto Dei Verbum 25, ratificou e promoveu com todo o peso de sua autoridade, a restauração da "Lectio Divina", que teve um período de esquecimento por vários séculos na Igreja. O Concílio exorta igualmente, com ardor e insistência, a todos os fiéis cristãos, especialmente aos religiosos, que, pela frequente leitura das divinas Escrituras, alcancem esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo (Fl 3,8). Porquanto "ignorar as Escrituras é ignorar Cristo" (São Jerônimo, Comm. in Is., prol.).)
Os 10 Passos para a Leitura Orante da Bíblia irão ajudá-lo a conhecer Jesus Cristo através da Palavra de Deus.
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Educação na Fé - Etapa 7
7 - ETAPAS PERCORRIDAS
Esta última etapa é a fase da maturidade pedagógica. Os jovens e assessores que chegam a esta etapa são mais realistas e menos vanguardistas. Têm capacidade para trabalhar com iniciantes, sem queimar etapas. Sabem distinguir entre a consciência-desejada e a consciência-possível. A pedagogia de etapas deixa clara a necessidade de respeitar a consciência possível dos jovens em cada estágio da sua vida. Não se pode fazer tudo numa reunião ou num curso. O processo de educação na fé é lento e diferente para cada jovem.
Muitos jovens, porém, que passam para a militância não conseguem dar este último passo. Eles mesmos passaram pelas etapas anteriores, mas não têm consciência disso. Não têm consciência com aqueles que estão pondo o pé no primeiro degrau da escada. Querem que os jovens iniciantes se comprometam num curto espaço de tempo. Usam uma terminologia sofisticada que os iniciantes não entendem. Nas palavras de um jovem: "Dão churrasco para nenê e acham que está tudo bem". São exigentes e impõem suas idéias. Falam de libertação, mas sua pedagogia é a dominação. O resultado é a desmobilização. Os grupos se afastam da coordenação. A incapacidade de chegar a essa etapa leva ao isolamento e à ineficácia.
A descoberta das etapas percorridas gera coordenações maduras com boa pedagogia.
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Educação na Fé - Etapa 6
6 – MILITÂNCIA
Os jovens nesta etapa se abrem para mais uma dimensão da vida: a militância e o compromisso. É o momento de dizer sim ao chamado do Senhor: "Vem e Segue-me" (Mt 19, 21) e "Vão por todo o mundo, anunciem a Boa Notícia a toda criatura" (Mc 16, 16). Nas etapas anteriores do processo de formação os jovens assumiram também compromissos, porém, sem aquela constância e responsabilidade que caracteriza o militante. Há uma diferença importante aqui. As características dos jovens nas etapas anteriores foram de momentos de entusiasmo, ao assumir certos compromissos, seguidos por momentos de desânimo e irresponsabilidade. Falava-se muito do jovem como "Fogo de palha". Embora muitos estejam convencidos teoricamente da importância da ação, nas etapas iniciais, leva tempo para criar o hábito de engajamento permanente. Agora abraça a causa do reino. É perseverante. Quando assume alguma coisa vai até o fim. É líder. Passou da fase de fazer as coisas por embalo, porque os outros estão fazendo. Agora é uma opção de vida. Não quer mais ser um mero expectador. Resolve entrar no campo e vestir a camisa. É a nova visão do jovem Marcos, do Rio de Janeiro: "Não entendo um homem que passa por esta vida e não faz nada para modificar o lugar onde está". Em todos os lugares há jovens com esse nível de dedicação. É o resultado de um processo lento de formação!
O jovem normalmente entra na primeira etapa voltado para seu próprio mundo de interesses pessoais. Um militante lembrava: "Entrei no grupo por causa de futebol-de-salão. Antes não pensava em nada, não sabia o que era o mundo, vivia trancado em casa, só estudava e me divertia". Agora, está aberto para o mundo. Um psicólogo descreve esse processo do crescimento como uma "ampliação gradual mas progressiva do 'eu', para incorporar o mundo que está 'fora'". "Cresceu, esticou e diluiu as fronteiras do seu 'eu'. Neste sentido, quanto mais nos estendemos, mais amamos, mais se torna difusa a distinção entre o 'eu' e o mundo. Nós nos identificamos 'com o mundo'. E na medida em que as fronteiras de nosso 'eu' tornam-se difusas e diluídas, começamos a experimentar a mesma emoção de êxtase que sentimos quando as fronteiras de nosso 'eu' desmoronaram parcialmente e nos apaixonamos". O desafio é despertar mais jovens para chegar a esse nível de compromisso. Muitos desistem no caminho por falta de formação e acompanhamento sistemático. A formação supõe um longo processo e nunca poderá ser substituída por momentos mágicos de emoção e entusiasmo!
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Educação na Fé - Etapa 5
5 – CAUSAS
Agora o jovem já tem condições de dar outro passo para abrir o horizonte da sua visão do mundo. Esta etapa chama a atenção para uma das importantes tarefas da Pastoral da Juventude: a conscientização sobre o mundo em que vivem. Esta, talvez, seja a etapa mais crítica, mais difícil, mais complexa.
Chamamos esta etapa de descoberta das causas estruturais. Uma palavra sobre estruturas. Estruturas são instituições e práticas criadas pelas pessoas e que orientam a vida econômica, social e política. "Em si necessárias, elas tendem, freqüentemente, a se fixarem e enrijecerem em mecanismos relativamente independentes da vontade humana, paralisando ou pervertendo assim o desenvolvimento social e gerando a injustiça. As estruturas exercem enorme influência sobre nós, mas também temos capacidade de mudá-las".
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Educação na Fé - Etapa 4
4 –ORGANIZAÇÃO
Esta etapa ocorre quando os jovens vão além do seu grupo e comunidade e ampliam sua visão ao constatar que a juventude tem sua própria organização que é mais ampla do que seu grupo de base. Descobrem a "Pastoral da Juventude". Percebem que seu grupo não está isolado. Há muitos grupos caminhando na mesma direção, com os mesmos ideais. Percebem que a juventude organizada pode ser uma força importante dentro e fora da Igreja. A organização faz ampliar sua voz para que seja ouvida com mais atenção. Agora têm voz forte dentro da Igreja. O poder jovem foi canalizado para a transformação.
A consciência da importância desta etapa surge no momento em que o jovem participa de algum evento organizado pela pastoral. De novo é a primazia da experiência. Às vezes é eleito como representante do seu grupo na coordenação do setor pastoral ou da sua diocese; às vezes participa de um curso, retiro, encontro, evento de massa organizado pela PJ. Sabia antes da organização da pastoral, mas era algo abstrato, distante. Agora conhece gente que está à frente dessa organização e se empolga com as novas amizades e com o contato com jovens comprometidos.
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Educação na Fé - Etapa 3
3- PROBLEMA SOCIAL
Um jovem entra num grupo. O grupo abre sua visão para os vários aspectos da vida de comunidade: um trabalho de equipe, maior conhecimento de si, capacidade de se relacionar com os outros, descoberta de um Cristo mais pessoal... Rompendo o círculo fechado do grupo de amigos, descobre a riqueza da comunidade eclesial mais ampla. Empolga-se com a descoberta de um modelo comunitário de Igreja que sintoniza com suas idéias. Mas agora o horizonte da comunidade local tornou-se limitado. É momento de esticar mais o círculo. Rompe-se o círculo da comunidade e descobre-se outro mundo, o mundo que o cerca, menos agradável: a realidade social.
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Educação na Fé - Etapa 2
2 -COMUNIDADE
Nesta etapa, trabalha-se a eclesiologia: o sentido de pertença à Igreja. Precisamos cultivar um sentido-de-pertença-à-Igreja da mesma maneira que pertencemos a uma família. Faz parte de nossa identidade de cristãos.
O jovem deu o primeiro passo ao sair do seu isolamento para entrar no grupo. No grupo aprendeu a se relacionar com os outros e a cultivar certos valores essenciais para o trabalho de equipe. O Evangelho e a pessoa de Jesus Cristo são entendidos e aceitos sob nova luz. Num ambiente de grande afetividade a fé é percebida como algo que ajuda a formar um quadro de referência para a nova identidade que se está construindo. A fé é percebida como dando um sentido para sua vida.
Agora o jovem dá outro passo. Rompe o círculo restrito do grupo e se abre para a realidade mais ampla da comunidade paroquial ou comunidade de base. Aqui a paróquia é a primeira referência para a maioria dos jovens. Não se trata do único lugar onde se pode evangelizar os jovens, mas continua sendo importante enquanto não há outras estruturas comunitárias que os acolham.
Os jovens mudam uma visão negativa da Igreja através do contato com uma experiência religiosa significativa mais do que através de estudo da teologia da Igreja. A vivência de comunidade possibilita uma visão mais ampla. Assim, na medida em que o jovem participa da missa, da vida da comunidade, das festas, dos cursos e matem contato com os adultos e lideranças, ele vai descobrindo uma dimensão agradável da Igreja: a Igreja como comunidade de pessoas que se querem bem. "A Igreja somos nós" é a expressão que melhor resume a consciência nesta etapa. A Igreja agora tornou-se algo significativo e atraente.
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