Papa Bento VXI - Maio/2007

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Preparando um encontro de grupo de jovens

Faz de conta que a equipe de coordenação de um grupo de jovens de base chamado “Unidos em Cristo” precisa preparar um encontro de jovens. A primeira coisa que faz é marcar uma reunião. Então, na casa de “Irene”, no horário combinado, a equipe se reúne.


Depois de invocar o Espírito Santo, o tema “Afetividade e sexualidade” é escolhido para o encontro, partindo das sugestões das(os) próprias(os) jovens.
A equipe de coordenação decide utilizar “corações” e “figuras de namorados” como símbolos.


O ambiente será preparado desta forma: “corações” de cartolina vermelha serão pendurados no teto da sala e “figuras de namorados” serão coladas nas paredes. Um pequeno altar com toalha, duas velas, uma Bíblia, incenso e uma imagem de Nossa Senhora Aparecida será preparado. Além disso, um rádio tocará suavemente músicas instrumentais.


A equipe escolhe o texto bíblico de “Jo 4, 16-19”.


A seguinte dinâmica é pensada para ajudar na reflexão: “Formam-se duas equipes: a dos rapazes e a das moças. Estes são motivados a preparar e apresentar uma pequena encenação sobre o que os rapazes conversam a respeito das moças quando elas não estão por perto. Enquanto isso, estas igualmente são motivadas a preparar e apresentar uma pequena encenação sobre o que as moças conversam a respeito dos rapazes quando eles não estão por perto. Após a apresentação das duas equipes, forma-se um círculo onde as(os) jovens podem partilhar o que há de real e de falso sobre o que as moças e rapazes pensam umas dos outros”.


Em seguida, a equipe de coordenação distribui entre si as funções. O ambiente será preparado por “Vera” e “Osmar”. “Jéssica” e “Diego” se responsabilizam pela recepção durante o encontro. A animação fica por conta de “Robson”. “Fernanda” assume a função de dirigente. “Irene” e “Bola” coordenam a dinâmica. “Cidinha” será a leitora do texto bíblico. As músicas serão cantadas por “Fátima” e “Érica” enquanto “Anderson” toca violão.


Estas músicas foram selecionadas apartir do tema do encontro: “Amor e sexo” (Rita Lee), “Já sei namorar” (Tribalistas), “Pro meu fogo acender” (Rio Negro e Solimões), “O Espírito Santo já chegou” (Nelsinho Correia), “Deus é dez” (Padre Zeca), “Deus, quero louvar-Te” (Vida Reluz) e “Caminhando com Maria” (José Acácio Santana).



Pouco antes da chegada das(os) jovens, “Vera” e “Osmar” preparam o ambiente do encontro.


Ao chegarem, as(os) jovens são acolhidas(os) por “Jéssica” e “Diego”, responsáveis pela recepção.


“Robson” motiva as(os) jovens para que cantem, dancem e batam palmas, mantendo o clima de animação, ao som de algumas músicas (no máximo três) entoadas por “Fátima” e “Érica” e tocadas por “Anderson”.


“Fernanda”, a dirigente do encontro, saúda as(os) jovens, principalmente quem veio pela primeira vez. Informa que o tema do encontro é “Afetividade e sexualidade” e convida para a oração inicial, invocando a Santíssima Trindade e a presença carinhosa de Maria, Mãe da Juventude.
“Irene” e “Bola”, então, coordenam a dinâmica.


A dirigente “Fernanda” fala um pouco sobre o tema, aproveitando as experiências vividas pelas(os) jovens durante a dinâmica.


“Robson” novamente motiva as(os) jovens para que cantem, dancem e batam palmas, mantendo o clima de animação, ao som de algumas músicas (no máximo três) entoadas por “Fátima” e “Érica” e tocadas por “Anderson”. Ao final, um canto prepara as(os) jovens para escutar o texto bíblico, cuja leitora é “Cidinha”.


A dirigente “Fernanda” faz a ligação entre o que foi falado sobre o tema “Afetividade e sexualidade” e o texto bíblico lido e escutado. Para que outras(os) jovens participem, “Fernanda” propõe que se organizem em pequenos grupos para refletir sobre as perguntas: “1. Quais são as vantagens e desvantagens de um relacionamento afetivo constante e de um inconstante? 2. Por que as pessoas têm dificuldade para falar sobre sexo com seriedade, já que este é um assunto tão importante? 3. Como viver de uma maneira cristã a afetividade e a sexualidade humanas?” Os pequenos grupos realizam um plenário apresentando suas reflexões e o fechamento da discussão fica por conta da dirigente.


A dirigente ajuda as(os) jovens a elaborar e assumir um gesto concreto a partir deste encontro. Por exemplo: “Superar os preconceitos relativos a gênero (masculino e feminino) escutando o que os rapazes dizem de si mesmos e o que as moças dizem de si mesmas”.


“Fernanda” convida as(os) jovens para a oração final, transformando as experiências vividas durante o encontro em preces, agradecimentos e pedidos. Após cada prece espontânea, a dirigente pede para as(os) jovens que repitam a resposta: “Senhor, queremos viver nossa afetividade e sexualidade segundo a vossa vontade”. A oração final é encerrada com o Pai-nosso e a Ave-Maria.


O encontro é encerrado agradecendo a presença de todas(os), especialmente quem veio pela primeira vez. Parabenizam-se as(os) aniversariantes e os compromissos da semana são lembrados. As(os) jovens fazem a despedida com o abraço da paz.
Concluído o encontro, a equipe de coordenação se reúne para a avaliação. São considerados os aspectos positivos e negativos e se fazem sugestões para que os próximos encontros sejam ainda melhores. Convidam alguém do grupo de jovens de base para participar da avaliação, a fim de assegurar sua autenticidade. “Robson”, secretário do grupo “Unidos em Cristo”, anota todas estas informações.



Não é fácil? É só utilizar este esqueminha que tudo dá certo. Existem outras maneiras, é só usar a criatividade. Lembre-se de usar a metodologia VER-JULGAR-AGIR-REVER-CELEBRAR. Agora é a vez de seu grupo de jovens de base. Mãos à obra!



Para refletir:
1. Quem prepara os encontros de jovens em seu grupo de jovens de base? Existe uma equipe de coordenação? Ela segue este esquema?
2. Você notou que este esquema segue a metodologia VER-JULGAR-AGIR-REVER-CELEBRAR? Você é capaz de identificar cada parte do método dentro do exemplo apresentado?
3. Quais são as vantagens e as desvantagens deste esquema aqui apresentado? O que você acrescentaria ou retiraria?

Adaptado de www.pjestigmatina.com

Método - Parte 5

CELEBRAR - No momento da avaliação, é importante valorizar as conquistas, mesmo que pequenas. A cada ação nossa realizada, devemos Celebrar, a fim de agradecer a Deus sua presença animadora em nossa caminhada. E celebramos não só os momentos de alegria, mas também os de tristeza.
A celebração litúrgica é um elemento catequético significativo enquanto anuncia e alimenta a utopia cristã, fortalece a fé e coloca o grupo e seus membros em contato com o mistério central do cristianismo: a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.

Método - Parte 4

REVER - O Rever é a avaliação da atividade desenvolvida, é poder ver a realidade de outro ângulo, com o parâmetro de alguém que já vivenciou, que tem experiência. Ele abre novamente o círculo, pois à medida que chegamos no Agir, precisamos Rever as atitudes, Julgar novamente os procedimentos e voltar a Agir. Cada erro corrigido significa um futuro acerto.

Método - Parte 3

AGIR - O Agir acontece depois de analisarmos os fatos concretamente e os julgarmos a partir da Palavra de Deus. É hora de vermos o que pode ser feito de concreto para solucionar o problema, ou para caminhar melhor em nossa estrada. Dependendo da análise no Ver e Julgar, nossa ação pode ser assistencialista (só desperta a pessoa para o problema), de solidariedade (atua nas conseqüências do problema) ou transformadora da realidade (ataca as causas). Não é proveitoso atingir este ponto logo de início, sem antes passar pelos outros dois, pois não se teria feito uma análise correta dos fatos para uma resolução coerente. Quanto ao Agir, vale lembrar que não se educa ninguém para a liberdade, para o amor e para a responsabilidade, se não acontecer a prática desses três itens. A teoria e a ação têm de caminhar juntas.

Método - Parte 2

JULGAR - Julgar já vem emaranhado nisso tudo. Qual nosso parâmetro diante de uma realidade com tantas portas? Que caminho escolher? Diante da realidade vista e analisada, você se sente incomodado como cristão? Ver o que a Palavra de Deus e os Documentos da Igreja têm a nos dizer sobre esse acontecimento é nosso parâmetro como cristãos católicos. Deus não está acima e distante dos nossos problemas. A encarnação aponta para um Deus que se encontra na vida cotidiana. Tendo essa perspectiva de que Jesus passou as mesmas dificuldades que vivemos, o Julgar é perceber qual seria sua visão diante desta realidade. É antes de tudo não se deixar corromper pelo sistema vigente e tentar ver o problema pelos olhos de Deus, para tentar achar a solução mais adequada. O Julgar ajuda a perceber o pecado que está aberto dentro de cada um de nós, a tendência de dominar, explorar e usar os outros, e também o pecado social presente nas estruturas injustas da sociedade. A pessoa de Jesus, sua mensagem e estilo pedagógico são os critérios centrais na formação dos(as) jovens para um projeto pessoal e social.

Método - Parte 1

Método Ver-Julgar-Agir-Rever-Celebrar

A Pastoral da Juventude adotou o método VER, JULGAR e AGIR da Ação Católica e complementou com mais duas etapas, REVER e CELEBRAR, atendendo as necessidades de continuidade do AGIR:

VER- Ver é analisar os problemas e avanços com base na realidade concreta em que se vive. Ajuda se respondermos a algumas perguntas: Qual é a raiz do problema? Como começou a história? Que fatores a tornaram com o aspecto que tem agora? É possível apontar as conseqüências que este fato acarretará? Quais seriam? Quem está envolvido direta ou indiretamente com este problema? É importante indicar as causas dos problemas que se discutem, distinguindo as causas aparentes, as imediatas, as secundárias e a causa principal. As ciências sociais têm boas contribuições para podermos entender melhor as causas e conseqüências dos problemas analisados.