
Para auxiliar o trabalho nos grupos de jovens e turmas de Crisma, existe um subsídio específico para os jovens na Campanha da Fraternidade 2009 que contém 3 encontros divididos em 6 partes:
Oração inicial
Começando a conversa (dinâmica)
Nosso olhar juvenil sobre a realidade
Iluminados pela Palavra de Deus
Mural da Paz
Oração final
Este subsídio pode ser adquirido nas livrarias católicas por R$2,oo(Dois Reais).
Fica como sugestão para as coordenações de grupos e catequistas de Crisma a aquisição do Manual da CF 2009. Ele já contém o subsídio para os jovens, além de uma grande quantidade de informação para dinamizar os encontros. Certamente o Manual será usado além da Campanha da Fraternidade. Seu valor é R$20,00(Vinte Reais).
O objetivo da Campanha é suscitar o debate sobre a segurança pública e contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na sociedade. A meta é fazer que todos/as se empenhem na construção da justiça social e que a segurança seja garantida para todos/as cidadãos/ãs.
A paz buscada é a paz positiva, orientada por valores humanos como a solidariedade, a fraternidade, o respeito ao "outro" e a mediação pacifica dos conflitos, e não a paz negativa, orientada pelo uso da força das armas, da intolerância com os "diferentes", e tendo como foco os bens materiais.
Papa Bento VXI - Maio/2007
Subsídio para os Jovens da Campanha da Fraternidade 2009
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Dimensão metodológica e de capacitação técnica
5 Relação com a ação (dimensão metodológica e de capacitação técnica)
Corresponde à capacitação técnica/metodológica para o planejamento, desenvolvimento e avaliação da ação transformadora, para o exercício da liderança e coordenação democrática nos grupos, organizações e também junto às massas. Trata-se de ser profissional, realizando a missão com eficácia.
No processo de amadurecimento da fé o jovem sente necessidade de testemunhar a própria fé, empenhando sua vida no serviço aos outros. Para que sua ação seja eficaz, precisa entrar num processo de formação permanente, que lhe garanta a aquisição de técnicas e de competência educativa profissional para assumir tarefas de coordenador de grupos jovens, de comunicador da mensagem de Jesus Cristo e de formador de lideranças.
A ação é uma necessidade especial dos jovens e um instrumento pedagógico privilegiado. A partir de pequenas ações refletidas e avaliadas, os jovens vão crescendo em sua inserção eclesial e social para serem uma presença transformadora.
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Dimensão mística e teológica
4 Relação com Deus (dimensão mística e teológica)
Esta dimensão trata da vivência e fundamentação da fé do jovem, do encontro com a Pessoa de Jesus Cristo, sua prática, seu Projeto e seguimento em comunidade. É a presença de Deus agindo nos acontecimentos de sua vida, da vocação mais profunda de ser filho e irmão, do descobrimento de Jesus e da opção por segui-Lo, do discernimento da ação do Espírito nos sinais dos tempos da história pessoal, grupal, eclesial e social e do compromisso radical de viver os valores do evangelho. E o jovem descobre a Comunidade eclesial como lugar de alimentar e celebrar a vida na Fé.
Neste encontro com Jesus Cristo o jovem descobre Nele o sentido de sua existência humana pessoal e social. Nasce a experiência de fé que o faz viver como cristão autêntico. Passo fundamental nessa dimensão é transformar a experiência de vida pela força da fé em experiência evangélica. Integra-se a fé na vida. A educação da fé é concebida como interpelação constante entre experiência de vida e formulações da fé.
É necessário formar o jovem para ter uma experiência de Deus (espiritualidade ou mística) e ao mesmo tempo ajudá-lo a adquirir uma compreensão teórica da sua fé (teologia).
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Dimensão sócio-política
3 Relação com a sociedade ( dimensão sócio-política)
Corresponde à dimensão da socialização ou da inserção do jovem na sociedade. Trata da convivência social com relações de justiça e solidariedade, com igualdade de direitos e deveres. A política é a arte de administração da convivência dos cidadãos. Capacita o jovem para ser cidadão consciente, sujeito da história nova, com participação crítica em favor da justiça e da vida digna para todos. Forma o jovem para ser capaz de projetar-se em sua comunidade local, nacional e internacional. É importante formar o jovem para a cidadania.
Esta experiência comunitária leva o jovem a confrontar-se com problemas cuja solução exige convergência de esforços e vontade política. A promoção do bem comum e a construção de uma ordem social, política e econômica humana, justa e solidária, torna-se um compromisso de fé. A educação na fé é concebida como ação transformadora da complexa realidade sócio-econômica-política e cultural.
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Dimensão da integração grupal e comunitária
2) Relação com os outros (dimensão da integração grupal e comunitária)
Corresponde à dimensão social, da descoberta do outro como ser diferente e do grupo como lugar de encontro. O grupo oferece um espaço para ir descobrindo, de modo concreto e vivencial, a necessidade de realizar-se como pessoa na relação com o outro. Esta relação gera crescimento, exercita a crítica e a autocrítica como meio de superar-se pessoalmente e colaborar no crescimento dos demais.
Este processo de amadurecimento leva o jovem a uma progressiva abertura para as relações interpessoais, reconhecendo nos outros, valores, diversidades e limites. O jovem começa a fazer a experiência de um relacionamento mais consciente com a família, com o grupo e com a sociedade, até a experiência comunitária como referência permanente para sua vida. Na comunidade, o jovem se torna participante ativo e criativo de sua própria história. A educação na fé é concebida, aqui, como caminho a ser percorrido comunitariamente.
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Dimensão da Personalização
1) Relação Consigo Mesmo (dimensão da personalização)
É a dimensão da relação do jovem consigo mesmo. Responde às necessidades de amadurecimento afetivo e formação positiva da personalidade. É a busca constante de uma resposta, não especulativa mas existencial, à pergunta: “Quem sou eu”?
Nesta dimensão o jovem precisa acolher a própria vida. Procura conhecer-se, aceitar-se, assumir-se a si próprio, como também procura desenvolver suas aptidões e qualidades, seus sentimentos e interesses com relação aos outros. A educação e a vivência da fé são concebidas como auto-aceitação, humanização, busca de sentido da vida e opções de valores.
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Doação de Órgãos
"Faz-se necessário instilar nos corações das pessoas, especialmente nos corações dos jovens, um verdadeiro e profundo reconhecimento da necessidade de amor fraternal, um amor que pode expressar-se através da decisão de tornar-se um doador de órgãos. Que o Senhor ampare cada um de vocês em seu trabalho, guiando-os a serviço do autêntico progresso humano. A minha Benção acompanha este pedido."
Papa João Paulo II aos participantes do XVIII Congresso Internacional de Transplantes,em 29 agosto de 2000, em Roma. (Tradução: Dr. Henry Campos)
O transplante é, sem dúvida, a tão esperada resposta para milhares de pessoas com insuficiências orgânicas terminais ou cronicamente incapacitantes. É, sem dúvida, um procedimento médico com enormes perspectivas, porém impossível de ser executado sem o consentimento de uma população consciente da possibilidade, da necessidade e responsabilidade de depois da morte, destinar os seus órgãos para salvar vidas.
A conscientização da sociedade como um todo, tarefa de longo prazo, deve ser iniciada na formação integral dos jovens, incluindo o exercício da cidadania. Neste sentido, a incorporação dessa temática nos conteúdos curriculares dos diversos níveis de ensino é determinante para se lograr uma atitude crítica que permita o debate e a análise dos avanços científicos que influenciam a nossa saúde e determinam o rumo da nossa existência. Afinal de contas, os estudantes de hoje são os futuros médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, biólogos, engenheiros, pesquisadores, técnicos de laboratórios, cidadãos, governantes e potenciais doadores e receptores de órgãos, beneficiários da admirável tecnologia dos transplantes.
A legislação brasileira sobre o processo doação transplante estabelece que somos todos doadores de órgãos desde que após a nossa morte um familiar (até segundo-grau de parentesco) autorize, por escrito, a retirada dos órgãos. Portanto, não basta você querer ser um doador de órgãos. Sua família também precisa saber. São eles que vão autorizar os médicos a fazer o transplante da sua vida para outras vidas. Diga em casa, diga para seus amigos, diga para todo mundo que você quer ser um doador.
Não é necessário nenhum registro em documento. Basta deixar a família avisada. Ela vai considerar isso como último desejo e autorizar a doação.
Mais informações em www.adote.org.br ou na Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos
Marcadores: campanha, Civilização do Amor, doação, grupo de jovens, juventude
Leitura Orante da Bíblia em Grupo
SUGESTÕES PARA A LEITURA ORANTE FEITA EM GRUPO
"Jesus apresentou-se no meio deles e lhes disse: A paz esteja com vo¬cês! '. Em seguida, abriu-lhes a mente para que entendessem a Escritura. E disse ainda: 'O Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome vos en¬sinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos disse. Ele vos conduzirá à verdade plena" (Lc 24,36.45; Jo 14,26; 16,13).
1. Acolhida, oração
• Acolhida e breve partilha das expectativas.
• Oração inicial, invocando a luz do Espírito Santo.
2. Leitura do texto
• Leitura lenta e atenta, seguida por um momento de silêncio.
• Ficar calado, para que a Palavra possa calar em nós.
• Repetir o texto em mutirão, tentando lembrar-se de tudo o que foi lido.
3. O sentido do texto
• Trocar impressões e dúvidas sobre o teor do texto.
• Se necessário, ler novamente e esclarecer-se mutuamente.
4. O sentido para nós
• Ruminar o texto e descobrir o seu sentido atual.
• Aplicar o significado do texto à situação em que vivemos.
• Alargar o sentido, ligando-o com outros textos da Bíblia.
• Situar o texto no plano de Deus que se realiza na história.
5. Rezar o texto
• Ler de novo o texto com toda a atenção.
• Momento de silêncio para preparar a resposta a Deus.
• Rezar o texto, partilhando as luzes e forças recebidas.
6. Contemplar, comprometer-se
• Expressar o compromisso a que a Leitura Orante nos levou.
• Resumir tudo numa frase para levar consigo durante o dia.
7. Um salmo
• Achar um salmo que expresse tudo o que foi vivido no encontro.
• Rezar o salmo para encerrar o encontro.
Todos elevaram a voz a Deus: "Senhor, tu és o Criador do céu e da terra, do mar e de tudo o que existe neles! Tu falaste por meio do Espíri¬to e do nosso antepassado Davi, teu servo, quando ele disse: 'Por que as nações pagãs ficaram furiosas? Por que os povos fizeram planos tão tolos? Os seus reis se prepararam, e os seus governantes se ajuntaram contra o Senhor Deus e contra o Messias, que ele escolheu'. Agora, Senhor, olha para a ameaça deles. Dá aos teus servos confiança para anunciarem cora¬josamente tua Palavra. Quando terminaram de fazer essa oração, o lugar onde estavam reunidos tremeu. Então todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a anunciar corajosamente a Palavra de Deus (At 4,24-26.29.31).
Marcadores: Bíblia, grupo de jovens, Lectio Divina, PJ
Uma pessoa importante, linda, culta e elegante...

Porque o racismo existe, faz mal para todo mundo e se manifesta de diferentes formas. Às vezes em atitudes discretas, sutis, quase imperceptíveis. Outras vezes são agressões explícitas, um olhar, um comentário, uma piada ou simplesmente uma reação física.
Os Diálogos Contra o Racismo têm a missão de combinar propostas de mudanças de atitudes com a divulgação consistente de informações nos meios de comunicação. O racismo é um entrave para a consolidação de uma sociedade mais justa e democrática, onde todos e todas sejam realmente cidadãos.
A campanha teve como suporte uma pesquisa que mostrou que 87% dos(as) brasileiros(as) acreditam na existência do racismo, mas somente 4% se dizem racistas. Devido a essa constatação a campanha foi lançada com a pergunta: Onde você guarda o seu racismo?, que parte do princípio de que o racismo está presente na cultura da sociedade brasileira, atinge a todas as pessoas (negros com atitudes preconceituosas contra negros) e se revela no cotidiano.
Afinal, há racismo sem racistas?
A campanha foi desenvolvida para funcionar através de redes, articulações e movimentos sociais. Participe, você também, promova diálogos na sua família, na sua escola, no seu trabalho ou na sua roda de amigos e amigas.
Faça parte você também!!
Mais informações em www.dialogoscontraoracismo.org.br

Marcadores: campanha, Civilização do Amor, grupo de jovens
Preparando um encontro de grupo de jovens
Faz de conta que a equipe de coordenação de um grupo de jovens de base chamado “Unidos em Cristo” precisa preparar um encontro de jovens. A primeira coisa que faz é marcar uma reunião. Então, na casa de “Irene”, no horário combinado, a equipe se reúne.
Depois de invocar o Espírito Santo, o tema “Afetividade e sexualidade” é escolhido para o encontro, partindo das sugestões das(os) próprias(os) jovens.
A equipe de coordenação decide utilizar “corações” e “figuras de namorados” como símbolos.
O ambiente será preparado desta forma: “corações” de cartolina vermelha serão pendurados no teto da sala e “figuras de namorados” serão coladas nas paredes. Um pequeno altar com toalha, duas velas, uma Bíblia, incenso e uma imagem de Nossa Senhora Aparecida será preparado. Além disso, um rádio tocará suavemente músicas instrumentais.
A equipe escolhe o texto bíblico de “Jo 4, 16-19”.
A seguinte dinâmica é pensada para ajudar na reflexão: “Formam-se duas equipes: a dos rapazes e a das moças. Estes são motivados a preparar e apresentar uma pequena encenação sobre o que os rapazes conversam a respeito das moças quando elas não estão por perto. Enquanto isso, estas igualmente são motivadas a preparar e apresentar uma pequena encenação sobre o que as moças conversam a respeito dos rapazes quando eles não estão por perto. Após a apresentação das duas equipes, forma-se um círculo onde as(os) jovens podem partilhar o que há de real e de falso sobre o que as moças e rapazes pensam umas dos outros”.
Em seguida, a equipe de coordenação distribui entre si as funções. O ambiente será preparado por “Vera” e “Osmar”. “Jéssica” e “Diego” se responsabilizam pela recepção durante o encontro. A animação fica por conta de “Robson”. “Fernanda” assume a função de dirigente. “Irene” e “Bola” coordenam a dinâmica. “Cidinha” será a leitora do texto bíblico. As músicas serão cantadas por “Fátima” e “Érica” enquanto “Anderson” toca violão.
Estas músicas foram selecionadas apartir do tema do encontro: “Amor e sexo” (Rita Lee), “Já sei namorar” (Tribalistas), “Pro meu fogo acender” (Rio Negro e Solimões), “O Espírito Santo já chegou” (Nelsinho Correia), “Deus é dez” (Padre Zeca), “Deus, quero louvar-Te” (Vida Reluz) e “Caminhando com Maria” (José Acácio Santana).
Pouco antes da chegada das(os) jovens, “Vera” e “Osmar” preparam o ambiente do encontro.
Ao chegarem, as(os) jovens são acolhidas(os) por “Jéssica” e “Diego”, responsáveis pela recepção.
“Robson” motiva as(os) jovens para que cantem, dancem e batam palmas, mantendo o clima de animação, ao som de algumas músicas (no máximo três) entoadas por “Fátima” e “Érica” e tocadas por “Anderson”.
“Fernanda”, a dirigente do encontro, saúda as(os) jovens, principalmente quem veio pela primeira vez. Informa que o tema do encontro é “Afetividade e sexualidade” e convida para a oração inicial, invocando a Santíssima Trindade e a presença carinhosa de Maria, Mãe da Juventude.
“Irene” e “Bola”, então, coordenam a dinâmica.
A dirigente “Fernanda” fala um pouco sobre o tema, aproveitando as experiências vividas pelas(os) jovens durante a dinâmica.
“Robson” novamente motiva as(os) jovens para que cantem, dancem e batam palmas, mantendo o clima de animação, ao som de algumas músicas (no máximo três) entoadas por “Fátima” e “Érica” e tocadas por “Anderson”. Ao final, um canto prepara as(os) jovens para escutar o texto bíblico, cuja leitora é “Cidinha”.
A dirigente “Fernanda” faz a ligação entre o que foi falado sobre o tema “Afetividade e sexualidade” e o texto bíblico lido e escutado. Para que outras(os) jovens participem, “Fernanda” propõe que se organizem em pequenos grupos para refletir sobre as perguntas: “1. Quais são as vantagens e desvantagens de um relacionamento afetivo constante e de um inconstante? 2. Por que as pessoas têm dificuldade para falar sobre sexo com seriedade, já que este é um assunto tão importante? 3. Como viver de uma maneira cristã a afetividade e a sexualidade humanas?” Os pequenos grupos realizam um plenário apresentando suas reflexões e o fechamento da discussão fica por conta da dirigente.
A dirigente ajuda as(os) jovens a elaborar e assumir um gesto concreto a partir deste encontro. Por exemplo: “Superar os preconceitos relativos a gênero (masculino e feminino) escutando o que os rapazes dizem de si mesmos e o que as moças dizem de si mesmas”.
“Fernanda” convida as(os) jovens para a oração final, transformando as experiências vividas durante o encontro em preces, agradecimentos e pedidos. Após cada prece espontânea, a dirigente pede para as(os) jovens que repitam a resposta: “Senhor, queremos viver nossa afetividade e sexualidade segundo a vossa vontade”. A oração final é encerrada com o Pai-nosso e a Ave-Maria.
O encontro é encerrado agradecendo a presença de todas(os), especialmente quem veio pela primeira vez. Parabenizam-se as(os) aniversariantes e os compromissos da semana são lembrados. As(os) jovens fazem a despedida com o abraço da paz.
Concluído o encontro, a equipe de coordenação se reúne para a avaliação. São considerados os aspectos positivos e negativos e se fazem sugestões para que os próximos encontros sejam ainda melhores. Convidam alguém do grupo de jovens de base para participar da avaliação, a fim de assegurar sua autenticidade. “Robson”, secretário do grupo “Unidos em Cristo”, anota todas estas informações.
Não é fácil? É só utilizar este esqueminha que tudo dá certo. Existem outras maneiras, é só usar a criatividade. Lembre-se de usar a metodologia VER-JULGAR-AGIR-REVER-CELEBRAR. Agora é a vez de seu grupo de jovens de base. Mãos à obra!
Para refletir:
1. Quem prepara os encontros de jovens em seu grupo de jovens de base? Existe uma equipe de coordenação? Ela segue este esquema?
2. Você notou que este esquema segue a metodologia VER-JULGAR-AGIR-REVER-CELEBRAR? Você é capaz de identificar cada parte do método dentro do exemplo apresentado?
3. Quais são as vantagens e as desvantagens deste esquema aqui apresentado? O que você acrescentaria ou retiraria?
Adaptado de www.pjestigmatina.com
Marcadores: grupo de jovens, PJ, Sexualidade e Afetividade, Ver-Julgar-Agir-Rever-Celebrar
Planejamento do grupo de jovens para 2009
“Se um homem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável” (Sêneca – filósofo romano nascido em 4 a.C.)
Um novo ano chegou!!! Estamos iniciando 2009 para que seja o melhor ano de nossas vidas. Já está na hora de planejar as atividades para o grupo de jovens, não acha?
Como se trata de uma tarefa importante, vale a pena investir tempo para bem executá-la. Que tal marcar uma reunião especialmente para esta tarefa?
Seguem algumas sugestões para facilitar o planejamento.
Garantir que os temas trabalhados tenham continuidade é muito importante para a formação integral do jovem.
Relacionar a programação com o calendário civil e religioso garante que o grupo seja realmente participativo e não fique apenas ocupando espaço na comunidade.
Estas são apenas sugestões. Seja criativo, inove, crie, vá além. Mas lembre-se do motivo de tudo que está sendo feito.
1. Primeiro encontro de cada mês
Reunidos, então, no dia, horário e local combinados, após um breve momento de oração, sugira que o primeiro encontro de cada mês seja reservado para um momento caprichado de oração pessoal e comunitária, possivelmente concluído com a participação na Celebração da Eucaristia.
2. Segundo encontro de cada mês
Proponha que, mensalmente, o segundo encontro tenha um caráter mais prático, destinado a atividades sociais (arrecadação de alimentos, agasalhos, livros, brinquedos etc para pessoas necessitadas; visita a asilos, orfanatos, instituições) ou culturais (apresentações de dança, música, teatro etc) ou esportivas ou promocionais (venda de doces, salgados, pizza, rifa etc; bailes, festas).
3. Terceiro encontro de cada mês
Motive as moças e rapazes a escolher um tema para ser refletido no terceiro encontro de cada mês. Oriente as pessoas para que escolham temas variados, conforme as dimensões da formação integral, a saber: autoconhecimento, relacionamento entre as pessoas, comprometimento sócio-político, vida espiritual e capacitação de lideranças. É bom reservar os temas Maria, Vocação, Bíblia e Missão para os meses de maio, agosto, setembro e outubro, respectivamente. É uma oportunidade a mais que o grupo de jovens de base tem para viver sua comunhão com a Igreja.
4. Último encontro de cada mês
Incentive que a cada mês o último encontro seja missionário. As pessoas que participam do grupo de jovens de base sejam organizadas em equipes para visitar jovens que só participam da Celebração da Eucaristia e jovens que ainda nem participam. O objetivo das visitas missionárias é rezar pela juventude e convidá-la para participar da Igreja e do grupo de jovens de base. O último encontro do mês também pode ser aproveitado para visitar ou receber a visita de grupos de jovens de base de comunidades e paróquias vizinhas.
5. Atividades extras
Que tal o grupo de jovens de base mensalmente responsabilizar-se por uma Celebração da Eucaristia? É um importante serviço a ser prestado à comunidade.
Garanta também que ao final de cada semestre haja um encontro que avalie os resultados alcançados e a motivação das moças e rapazes.
6. Encaminhamentos
Concluída esta reunião e devidamente registrado o planejamento das atividades para o grupo de jovens de base em 2007, encaminhe uma cópia para a equipe de coordenação de sua comunidade e para o pároco de sua paróquia. Assumam também o compromisso de que uma moça ou rapaz mensalmente represente o grupo de jovens de base no CPC – Conselho Pastoral Comunitário e no CPP – Conselho Pastoral Paroquial.
7. Exemplo
ABRIL
01 (Dom.) Oração da Manhã – Tema: “Neste mundo vocês terão aflições, mas tenham coragem; eu venci o mundo” (João 16, 33b) – 07h30
07 (Sáb.) Missa da Juventude – 19h00
08 (Dom.) Futebol e Vôlei – 09h00
15 (Dom.) Encontro de Jovens – Tema: “Por que tenho medo de dizer quem sou?” – 09h00
19 (Qui.) Reunião do CPP (Matriz Nossa Senhora das Dores) – 19h30
21 (Sáb.) Baile do Branco e Preto – 21h00
29 (Dom.) Visitas Missionárias – 15h00
MAIO – Maria
06 (Dom.) Oração da Manhã – Tema: “Mulher, eis aí o seu filho... Eis aí a sua mãe” (João 19, 26-27) – 07h30
12 (Sáb.) Missa da Juventude – 19h00
13 (Dom.) Visita ao Asilo “Juventude acumulada” – 14h30
20 (Dom.) Encontro de Jovens – Tema: “Maria, Mãe da juventude” – 09h00
24 (Qui.) Reunião do CPC – 19h00
27 (Dom.) Visitar o grupo de jovens de base “Cristo é minha vida” (Comunidade São José) – 16h00
Para refletir:
1. Em sua opinião, quais são as maiores necessidades apresentadas pelo grupo de jovens de base que você participa?
2. O que é possível planejar para 2009 a fim de atender tais necessidades?
Adaptado de www.pjestigmatina.com
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Dia Nacional da Juventude 2008

“Queremos pautar as razões do nosso viver!
O Dia Nacional da Juventude deste ano quer dar continuidade aos ciclos de debate e celebrações da Campanha da Fraternidade da CNBB e do centenário de nascimento de Dom Helder Câmara.
Com o tema “Juventude e os meios de comunicação” e o lema “Queremos pautar as razões do nosso viver!”, o DNJ quer denunciar toda visão equivocada sobre juventude, colocando na pauta de discussões da mídia, da sociedade e da Igreja, sua verdadeira realidade e anunciando seus sonhos: justiça, vida digna, liberdade, paz...
O objetivo é pensar como as mídias podem ajudar a gerar vida para a juventude, e, ao mesmo tempo, fazer com que os/as jovens pensem suas próprias formas de comunicação.
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Orientações para o DNJ

O DIA NACIONAL DA JUVENTUDE de 2008 (DNJ 2008) será celebrado por todas as Dioceses do Brasil em 19 de outubro. Na diocese de Uberlândia as atividades serão organizadas em cada paróquia para promover uma maior integração entre os jovens participantes das comunidades paroquiais.
A Santa Missa será sempre a atividade principal para ser realizada. A celebração deverá ser preparada com carinho para receber os jovens participantes da comunidade e motivar aqueles mais ausentes para retornarem à comunidade.
Outras atividades devem ser desenvolvidas neste dia. Sugerimos dentre elas: manhã de reflexão e oração; passeios (ex. Parque do Sabiá); visitas ao asilo, creche, etc.; atividades recreativas; campanhas de arrecadação; etc.
O DNJ deste ano quer dar continuidade ao ciclo de debates e celebrações começadas com a Campanha da Fraternidade da CNBB e com o centenário do nascimento de Dom Helder Câmara. Temos a felicidade de fazer memória de seu legado no Centenário de seu nascimento, cujas festividades estão acontecendo em tantos lugares do Brasil. .
Com o tema "JUVENTUDE E MEIO DE COMUNICAÇÃO", e o lema: "Queremos pautar as razões de nosso viver!", o DNJ 2008 quer mostrar toda visão equivocada sobre a juventude, e queremos colocar na pauta de discussões da mídia, da sociedade, e da igreja, a verdadeira realidade dos jovens, e anunciar seus sonhos e todas as razões do seu viver: justiça, vida digna, liberdade, PAZ para todas as criaturas.
Por isso se sugere para a celebração e demais atividades que haja muita poesia, partilha e oração. Mãos à obra!!! Que nossa juventude "tenha vida e vida em abundância"!
Mais informações em:
www.pjuberlandia.blogspot.com
www.casadajuventude.org.br
www.ccj.org.br
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Liturgia do DNJ 2008

Na liturgia do DNJ veremos o profeta Isaías anunciar que Deus conhece e chama cada jovem pelo próprio nome (Is 45,1.4-6). Deus reconhece o valor de cada pessoa não sendo necessário que ela se enquadre neste ou naquele perfil, contrariando assim o modelo apresentado pelos meios de comunicação. Somos convidados a refletir nos encontros sobre o que a mídia fala dos jovens, como os jovens analisam a mídia e como podemos juntos promover a democratização dos meios de comunicação e pensar em nossos próprios meios de comunicar a vida.
O apóstolo Paulo, durante a segunda leitura, falará ao jovem Timóteo sobre o amor. Amor que procede do coração puro, de consciência boa, e de fé sem hipocrisia. Queremos que os jovens possam se encontrar para um momento de reflexão permeado pela Palavra de Deus, com muita animação e criatividade.
O evangelista mostrará Jesus em Jerusalém, por ocasião da Páscoa dos judeus. As perseguições que já vinha sofrendo na Galiléia, agora se aguçam com várias investidas dos chefes dos sacerdotes, fariseus e dos anciãos, proprietários de terras. Dirigem-se a Jesus com um acúmulo de elogios que já deixam transparecer a falsidade. São palavras cheias de malícia. Perguntam se devem pagar o imposto a César. Esperavam de Jesus uma resposta negativa, um ato de insubordinação, o que lhe mereceria a condenação por parte do império romano.
Jesus pede que mostrem a moeda do imposto. Este devia ser pago em moeda romana, o denário. As moedas, correntes no comércio, eram os "out-doors" de propaganda do império, cunhadas com imagens e inscrições que exaltavam o imperador. Jesus questiona de quem é a figura e a inscrição na moeda e, com a resposta, conclui: "Devolvei, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus".
A sutil resposta de Jesus, remove o caráter divino do imperador: César e Deus são colocados separadamente. Por outro lado Jesus, com sua resposta, devolve a questão aos seus provocadores. Cabe a eles julgarem o que é de César e o que é de Deus. Sem dúvida poderão perceber que devolver a César o que é de César é erradicar de suas mentes toda ambição de riqueza e a idolatria do dinheiro. Devolver a Deus o que é de Deus é libertar seu povo e promover-lhe a vida, o que é a vontade e o projeto de Deus para toda a humanidade.
A liturgia para o DNJ será: Evangelho = Mt 22,15-21; Leituras = Is 45,1.4-6 e 1Tm 1,1-5b; e o Salmo será o 96(95).
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Teatro: Bíblia - Fonte de Vida!

Teatro para o mês da Bíblia. Pode ser adaptado para diversos momentos e locais.
São necessários ao menos 10 personagens.
Material: folhas xerocadas da Bíblia e música de fundo.
(O personagem Luis se apresenta trajado com folhas da bíblia - coladas em seu corpo)
Luis: Os cristãos têm nas mãos um grande tesouro: a Bíblia. Ela é a força de cada cristão e da Igreja.Mas não é sempre dessa forma que é vista a Sagrada Escritura. Em muitos casos, ela passa de fonte de vida para se tornar apenas uma fonte de pesquisa. Vejam só.
(O jornaleiro está gritando no palco. Entra uma senhora)
Jornaleiro: Extra! Extra! Surgem novas descobertas a respeito da formação da Bíblia.
Extra! Leiam jornal de hoje!
Senhora: O que Menino? É isso que o jornal de hoje está dizendo a respeito da Bíblia? Dê-me um exemplar.
Jornaleiro: Sim senhora. (Entrega o jornal) Mas, perdoe-me a intromissão, a senhora Iê a Bíblia?
Senhora: Eu tenho muita fé, mas quase não tenho tempo de ler a Bíblia.
Jornaleiro: É muito estranho! Como é que a senhora tem fé se não lê a Palavra de Deus?
Senhora: Ah, mas olha só! Já quer me dar lições? Eu sou muito mais experiente do que você, seu moleque!
Jornaleiro: Desculpe-me senhora. Sou apenas um jornaleiro que já aprendeu na catequese que na Bíblia está presente o próprio Cristo! Longe de mim faltar-lhe com o respeito!
Senhora: Vá, vá vender seu jornal, menino, e não perca tempo!
Jornaleiro: (Balança o ombro) Extra! Extra! Surgem novas descobertas a respeito da formação da Bíblia. Extra...
(Saem e entra Luis)
Luis: Entenderam?! E isso que está acontecendo hoje. Há algum tempo atrás falávamos em tirar a Bíblia do armário para limpar a poeira. Isso mesmo. Pura ignorância! A Palavra de Deus, para o homem e a mulher de fé, é para ser lida, meditada, levada a sério, já que ela apresenta a história de um povo que lutou, guiado pela máo de Deus em seu processo de libertação. Trata-se da história mais importante do mundo, que deve ser conhecida por todas as pessoas dos cinco continentes.
(Sai Luis - sobe o volume de uma trilha musical enquanto entram umas pessoas com a Bíblia aberta na mão)
Geovani: A Palavra de Deus é luz!
Cleidir: Sim, Ela ilumina nossos caminhos para uma vida coerente e fiel aos planos de Deus.
Jocimare: A Palavra de Deus é uma semente!
Fábio: Ela faz germinar em nossos corações as virtudes dos homens de bem.
Mauri: A Palavra Deus é fortaleza!
Paulo: Ela ajuda a superar as provações impostas pela sociedade materialista em que vivemos.
Dante: A Palavra de Deus é como água pura!
Cláudio: Ela limpa nossos corações de toda maldade.
(As pessoas descem no meio do público para que os presentes toquem a Bíblia, com gesto de respeito, enquanto se canta um canto bíblico. Terminado o canto entra Luis)
Luis: Na segunda carta de São Paulo a seu amigo Timóteo, assim fala o apóstolo:
"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito e capacitado para toda boa obra"
(Entram pessoas que, entrevistadas, dão seu testemunho sobre a Bíblia)
Luis (Entrevistador): Amiga Nilce, você que é catequista de nossa comunidade, o que tem a dizer a respeito da Bíblia?
Nilce: Foi através da leitura da Bíblia que a minha família descobriu o valor da união e do amor a Deus,
Comunidade: (Três pessoas) Senhor, tua Palavra é luz para nosso caminho!
Luis: Mário, você já mostrou-se inconformado por sua filha ter mudado de religião. É verdade?
Mário: Sim, mas a Palavra de Deus ajudou-me a perdoar também a esta minha filha que há muito tempo eu não aceitava em minha casa.
Comunidade: (As mesmas três pessoas) Senhor, tua Palavra é luz para nosso caminho!
Luis: Nelson, sei que você participou de um grupo racista. O que Ihe fez mudar de opinião?
Nelson: Você lembrou-me um tempo triste da minha vida. Mas, graças a Deus, lendo a Bíblia, no grupo de reflexão da minha rua, aprendi a amar as pessoas sem
distinção.
Comunidade: (As mesmas três pessoas) Senhor, tua Palavra é luz para nosso caminho!
Luis: E você Virgínia, que preside a Associação pelo Matrimônio sem Violência, o que tem a dizer a respeito da Bíblia?
Virgínia: Amigo Luis, posso Ihe afirmar que foi mesmo através da leitura orante da Bíblia que descobri meu lugar junto às mulheres maltratadas no casamento.
Comunidade: (Sempre as três pessoas) Senhor, tua Palavra é luz para nosso caminho!
Luis: Dona Maria, você que vive diariamente em sua casa atendendo a sua família, tem algo a dizer a respeito da Bíblia?
Maria: Posso Ihe afirmar que a fé que tenho em Deus e em sua providência vem do carinho com que leio e rezo diariamente a Sagrada Escritura.
Canto: (Todos os atores). Toda Bíblia é comunicação...
Luis: Como vocês viram, é este mesmo o lugar que a Bíblia deve ter em nossa casa e em nossas vidas. Ela é a luz de Deus em nosso cotidiano marcado por alegrias, mas também por muitos obstáculos. Nela está a sabedoria de Deus que sempre se preocupa em guiar seus filhos. Quando proclamada na assembléia, a Bíblia é o próprio Deus falando para a comunidade dos cristãos.
(Entram todos os participantes e, dando-se as mãos, rezam juntos)
A oração pode ser projetada numa parede
Oração: Pai nosso, vosso Filho Jesus nos ensinou a chamar-vos de Pai e ensinou-nos que a sua Palavra é capaz de transformar o mundo e torná-lo um Reino de igualdade e paz. Despertai em todos os povos, principalmente naqueles que um dia disseram "sim" ao teu chamado, o desejo de ler e meditar as Sagradas Escrituras, encontrando nelas o Espírito vivificador que torna novas todas as coisas. Dai-nos o dom do discernimento e o ardor missionário de que precisamos para anunciarmos a todas as pessoas a Boa Nova da salvação. Amém
Canto (Todas os atores) É como a chuva que lava...
Por: Etoki Caldeira de Amorim
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Teatro: Bíblia - Descobrindo um sentido

Descobrindo um Sentido - Teatro para o mês da Bíblia
Personagens: Personagem 1 (P1), Personagem 2 (P2). Jovem, Dr. Tudo Sabe, Dr. Sabe Tudo
Material: Bíblia e música de fundo
Música:
(Entram os dois...)
P1: Num distante lugar, onde não sorriam os lábios.
P2: Onde não brilhavam os olhos.
P1: Onde não cantavam as vozes.
P2: Havia uma pessoa...
P1: Passava a maior parte de sua vida a pensar.
P2: Já pensara sobre tudo: o sol... a lua... a terra... as árvores...
P1: Só não pensara sobre sua própria vida.
P2: Quando o fez pela primeira vez, entrou em depressão.
P1: Percebera que, até então, havia sido um inútil.
P2: Um inútil.
Música:
(Entra o jovem e senta. Em seguida, entram Dr. Tudo Sabe e Dr. Sabe Tudo. O jovem levanta e começam o diálogo.)
Dr. Tudo Sabe: O que faz você aí, com olhar tão preocupado?
Dr. Sabe Tudo: Deixa o tempo correr, sem ter nada para fazer?
Jovem: Faço aquilo que sempre fiz: pensar. Só que, de tanto fazê-lo, tornei-me um inútil.
Dr. Tudo Sabe: É... pensar demais não é muito
bom. (Sentando)
Dr. Sabe Tudo: (Sentando) Minha mãe já dizia: “quem pensa não casa, quem casa não pensa”.
Jovem: O meu caso não é este não...
Dr. Tudo Sabe: Mas nós...
Dr. Sabe Tudo: Mas nós sempre temos resposta para todos os problemas.
Dr. Tudo Sabe: Isso mesmo, jamais erramos!
Jovem: Mas, afinal, quem são vocês?
Dr. Sabe Tudo: Dr. Sabe Tudo e Tudo Sabe!
Dr. Tudo Sabe: Ao seu dispor!
Jovem: Meu problema é existencial. Tudo começou quando passei a refletir sobre a miséria do mundo.
Dr. Sabe Tudo: Ah, os pobres são a causa do seu problema?
Dr. Tudo Sabe: Simples! Mate a todos e seu problema acabará.
Jovem: Isso não resolveria nada! Comecei também a observar a falta de fé, que a cada dia diminui nas pessoas. As igrejas com pouca gente...
Dr. Sabe Tudo: Claro, claro! Para acabar com as igrejas basta fazer uma coisa.
Dr. Tudo Sabe: Explodi-las todas.
Jovem: Vocês não estão ajudando em nada.
Dr. Sabe Tudo: Quem sabe um de nossos livros o ajude.
Dr. Tudo Sabe: Temos aqui um livro de química, matemática, geografia, história, uma bíblia...
Jovem: Uma bíblia? Alguém já me falou sobre este livro...
Dr. Sabe Tudo: Gostou? Pode ficar. Olha, a gente tem que ir andando (levantando).
Dr. Tudo Sabe: Qualquer probleminha, chame os doutores Tudo Sabe e Sabe Tudo. E nós resolveremos o seu problema.
Jovem: Valeu pelo presente. Muito obrigado. É, meio loucos, mas eram simpáticos.
(O Jovem senta num canto e fica lendo a bíblia.)
Música:
(Retornam os Personagens 1 e 2)
P1: Aquele livro não mudou a vida do Jovem da noite para o dia.
P2: Porém, ajudou-o a tomar uma decisão.
P1: A decisão de ser resposta para muitos dos problemas no mundo.
P2: E tudo a partir de uma mensagem que ele leu em certo momento:
Jovem: (Na frente, com a Bíblia) “Se queres ser perfeito, vende o que tens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me!”.
Música:
(Durante a música, a bíblia é colocada num lugar de destaque. Se for à noite, seria bom focalizar uma luz para ela. Em seguida, apresenta-se o jogral que segue.)
P1: Não é estranho que uma nota de R$ 10,00 “pareça” tão grande quando ajudamos um pobre e tão pequena quando gastamos nas lojas?
P2: Não é estranho que pareça tão demorada uma hora quando servimos a Deus, mas tão rápido o tempo quando assistimos a um jogo de futebol?
Jovem: Não parece estranho que pareça interminável uma hora na igreja e passe tão rápido um filme de duas horas?
P1: Não parece estranho como muitas vezes as pessoas buscam os assentos da frente para aparecer, e como se colocam sempre nos últimos assentos para sair rápido da igreja?
P2: Não parece estranho o quanto seja difícil ler um capítulo da Bíblia, e quão fácil ler 100 páginas de um romance popular?
Jovem: Não parece estranho quão difícil seja compartilhar com os outros a Palavra de Deus, e quão fácil é contar uma piada ou coisa semelhante?
P1: Não é estranho que muitos pretendam ir ao céu, sem se esforçar para merecê-lo?
P2: Não parece estranha a facilidade com que acreditamos nos jornais e na televisão, mas questionamos o que afirma a Bíblia?
TODOS: Mas nós acreditamos firmemente na Bíblia. Ali (apontando para a Bíblia) estão as palavras da vida.
Música:
(Entram todos os participantes e se despedem do público.)
Por: Pe. Sérgio Jeremias de Souza
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Sonhar é um eficiente método contraceptivo para jovens

"SONHAR É um eficiente método contraceptivo para jovens -é o que está demonstrando uma experiência realizada com 10.896 alunos de 24 escolas em 14 cidades paulistas.
Desde 2004, esses alunos passaram por oficinas de prevenção da gravidez precoce, nas quais são convidados, por meio de jogos, a projetar seu futuro profissional. A partir daí, eles devem imaginar como seria esse projeto caso tivessem um filho precocemente. Numa das simulações, as adolescentes colocam um balão debaixo da camisa para que se produza a sensação de gravidez, enquanto, de olhos fechados, entregam-se aos pensamentos.
Neste início de ano, o Instituto Kaplan, responsável pelo projeto, batizado de Vale Sonhar -todas as escolas estão no Vale do Ribeira-, conseguiu medir os resultados da experiência. Verificou-se uma redução de 91% da incidência de gravidez entre aquelas estudantes.
"O que fizemos foi fazê-las perceber o que perderiam se fossem mães fora do tempo", conta a sexóloga Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan, formada em saúde pública pela USP e especializada em psicodrama.
Estamos falando, no Brasil, de estimadas 900 mil mulheres que, a cada ano, se tornam mães precocemente, muitas das quais deixam a escola e se vêem com dificuldade de obter um bom emprego. Há relatórios bem detalhados mostrando uma vinculação direta entre evasão escolar e gravidez precoce.
Provavelmente, essa questão está mesmo relacionada à criminalidade. Uma criança nesse ambiente desestruturado, sem atenção familiar, está mais próxima da marginalidade. Até porque mora em áreas com baixa presença do poder público, escasso policiamento, e nas quais não raro se valoriza ou se teme o crime organizado.
Sair distribuindo camisinhas e pílulas anticoncepcionais ou facilitando o aborto se combate apenas o efeito e faz parte daquele rol de soluções fáceis para assuntos complexos. É o que mostra a experiência do Instituto Kaplan.
Uma das maiores especialistas brasileiras em prevenção de gravidez, Albertina Duarte coletou centenas de relatos de adolescentes que, apesar de informadas e dispondo de métodos contraceptivos, não usavam camisinha. Ajudou a criar, então, centros de saúde para adolescentes em que se trabalha a auto-estima -às vezes até aprendendo a escrever poesias- e se montavam projetos de vida, desenvolvendo um olhar para o futuro. A exemplo do que testemunhou Maria Helena Vilela, logo apareceriam resultados positivos.
Um dado relevante é que tanto os freqüentadores daqueles centros de saúde para adolescentes, como os das oficinas ministradas por professores capacitados pelo Instituto Kaplan, estavam na escola, muitos deles no ensino médio. "Alguém que chegou a esse nível de escolaridade está mais aberto a projetar um futuro e desenvolver um sonho profissional", acredita Maria Helena.
De acordo com o IBGE, as mulheres mais pobres e menos educadas têm, em média, cinco filhos; entre as mais ricas e de maior escolaridade, a taxa é inferior a dois filhos por mãe.
O que se está vendo é que, assim como países, os indivíduos precisam acreditar em sonhos para prosperar -o resto é tão paliativo como imaginar que exterminando futuros pobres, potencialmente futuros criminosos, estaremos numa sociedade mais segura.
De Gilberto Dimenstein na Folha de S.Paulo, 11/03/07
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A PJ e o resgate da dignidade humana
“A PJ é a ação evangelizadora da Igreja entre os jovens, onde os próprios jovens são protagonistas de sua evangelização, assumindo-se como evangelizadores de outros jovens.”
(CNBB. Marco Referencial da Pastoral da Juventude do Brasil, p. 172)
A pastoral da juventude proporcionou e continua a proporcionar meios específicos para uma realização sócio-político-econômica e religiosa à juventude a partir de suas realidades. Ainda hoje, a juventude é um desafio para a Igreja, para os adultos e para a própria juventude. E quando se fala de pastoral, parece que ninguém os entende suficientemente. Atualmente, parece nos depararmos com uma juventude alheia a realidade eclesial. A Igreja parece não estar respondendo as necessidades dos jovens. No entanto, notamos um crescente número de jovens estabelecendo-se nos mais diversos movimentos eclesiais, existentes hoje.
A juventude, como toda sociedade, traz em si, mesmo que em seu íntimo mais profundo, uma intensa busca para sua realização espiritual. E, em nossa realidade, totalmente fragmentada pela busca, cada vez mais de uma realização particular, onde o hedonismo parece ser uma lei áurea, esta busca se acentua ainda mais. Os jovens de hoje são mais conservadores e estão mais preocupados com suas próprias necessidades e menos abertos a um ideal coletivo do que nas décadas passadas.
A juventude não tem encontrado meios que lhes proporcione a realização de seus objetivos, o que favorece a uma busca incansável de ambientes onde a insatisfação social seja suprida pelos anseios puramente espirituais. Diante dessa realidade, temos a pastoral da juventude, em sua exímia maturidade no trabalho de resgate da dignidade da juventude, presente tanto no meio eclesial, como no social.
“Cuidado particular merecem os jovens, considerando-se a situação que encontram na sociedade de hoje. Ela lhes apresenta uma oferta imensa de experiências potenciais e de conhecimentos, mas não lhes fornece recursos adequados para satisfazer suas aspirações. Além disso, muitas vezes os desvia para caminhos ilusórios de busca do prazer. [...] Grande importância tem uma Pastoral da Juventude, amadurecida e assumida pela Igreja em seu conjunto.” (CNBB, Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, 198).
A pastoral da juventude proporciona ao jovem uma maturação pessoal e comunitária para um autêntico compromisso diante da comunidade e da sociedade. Busca, por meio dos processos de educação na fé, levar os jovens a uma verdadeira conversão e compromisso do anúncio da Palavra. Muitos jovens perderam, ou tem dificuldades para encontrar o sentido pleno de sua existência, e esperam ansiosamente uma “boa notícia” que lhes devolva a alegria de viver e lhes dê oportunidades de construir, com suas energias, uma nova civilização. “A Igreja evangelizadora faz veemente apelo para que os jovens nela busquem o lugar de sua comunhão com Deus e os homens a fim de construir “a civilização do amor” e edificar a paz na justiça...” (Puebla, 1188).
A civilização do amor supõe acreditar que o estilo de vida inaugurado por Jesus e proclamado nas bem-aventuranças é o mais humano e o mais atual. Supõe acreditar que viver o etilo de Jesus, com seus critérios e valores proporcionará mudanças profundas na consciência coletiva da humanidade e fará surgir novas e mais justas estruturas sociais.
A reflexão e a experiência gerada pela Igreja e pela pastoral da juventude, nos últimos anos, nos permitem ressaltar características próprias da civilização do amor que se quer construir. É um projeto de vida para todos os âmbitos do jovem – família, vivência de fé, compromisso sócio-político, cultura, trabalho... É um ideal que vai se caracterizando nos acontecimentos diários que anunciam e fazem acreditar na possibilidade de sua plena realização. É a construção de dinamismos e projetos que transformam, aos poucos, a realidade.
A partir das experiências grupais, os jovens podem impulsionar o nascimento de uma sociedade nova fundada na partilha, na vida comunitária, na sensibilidade diante da dor e da solidariedade para com os mais necessitados, superando isolamentos, egoísmos e indiferenças tornando visível o chamado de Deus a viver autenticamente como irmãos e filhos de um mesmo Pai.
As experiências grupais que a pastoral da juventude propõe oferecem aos jovens é a possibilidade de rejeitar o individualismo, desenvolver um senso crítico abrindo-se ao outro, descobrindo e experimentando o valor do encontro interpessoal e comunitário.
A evangelização dos jovens é um desafio para toda Igreja, não pode ser considerada como um simples processo de transição na vida do jovem. Toda a Igreja deve se comprometer para que, com seu apoio e orientação, os jovens possam crescer e se desenvolver como pessoas. Os jovens precisam conhecer a Jesus, aceitá-lo, segui-lo e se integrar na comunidade, promovendo uma mudança à toda humanidade. A pastoral da juventude é a expressão concreta da missão pastoral da comunidade para com a evangelização dos jovens. É, também, uma boa nova para a Igreja e uma proposta de transformação para as pessoas e para a sociedade.
Esse processo evangelizador é vivido de forma participativa em pequenos grupos ou comunidades nos quais os jovens partilham fé e vida, alegrias e tristezas, reflexões e ações, a oração, tudo o que são e o que querem ser, o que vivem, o que crêem, o que sentem, o que esperam. Nesse processo, tem um lugar privilegiado a apresentação atraente e motivadora de Jesus como resposta aos seus anseios de realização pessoal e suas buscas de sentido da vida.
Júlio César Fernandes - diácono transitório pertencente à Arquidiocese de Sorocaba e Assessor Religioso arquidiocesano da Pastoral da Juventude.
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Preparação do grupo para o DNJ
O Dia Nacional da Juventude de 2008 convoca a juventude a pautar as suas razões de vida nos meios de comunicação! Por isso, é importante, nesse tempo de preparação para o DNJ, debater e refletir os meios de comunicação: como funcionam? Quem produz? O que dizem da juventude? Como as mídias podem ajudar a gerar mais razões de vida para a juventude? Como fazer comunicação?
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Espiritualidade da PJ
“Espiritualidade é o que faz com que vivamos segundo o Espírito. E é marcada no cotidiano de nossa existência”. (1 Cor 12,3/Rom. 8,9)
Ser Cristão é imitar os apóstolos no seguimento de Jesus. Claro que é importante e também necessário que tiremos um tempo especial para declarar a presença de Deus no nosso dia-a-dia. A mística pessoal é o que marca, sela e da originalidade a todo nosso ser. Revela – se no nosso olhar sobre a juventude, no jeito que sentimos, no jeito que acolhemos aos outros, em nossas mãos que juntas com outras mãos, constroem, no nosso grito indignado diante de uma situação injusta, no nosso parar para contemplar e embebedar – se da alegria de estarmos vivos ao final de mais um dia de luta.
A Espiritualidade na Pastoral da Juventude, tem por finalidade ajudar os jovens a resgatar o prazer de celebrar. A mística que nos alimenta e nos sustenta é marcada pela atitude de esperança diante das situações da vida, diante do mundo.
Nossa espiritualidade é também marcada pela riqueza cultural. Somos jovens de muitos costumes, jeitos e histórias. Cada lugar tem sua característica especial. Isso faz com que tenhamos a sensibilidade de estarmos muito abertos, com espírito acolhedor, as diferenças que formam a riqueza de nossa unidade. Um traço forte que marca nossos momentos celebrativos é a acolhida e o carinho com as pessoas.
Enfim, todos (as) devemos nos sentir motivados a cultivar a espiritualidade no cotidiano, afinal, a esperança e a fé fazem de nós pessoas corajosas, testemunhas, sinais vivos e presentes do Reino. Nossos momentos de Espiritualidade quer devolver ao jovem o prazer de celebrar, através do que a Igreja já nos oferece e também utilizando do seu próprio interesse. Sempre buscamos o jeito mais simples de celebrar a nossa caminhada através da nossa vivência diária. “Ver o invisível” é experiência que todos aqueles que amam fazem muitas vezes sem saber explicar, é desse jeito também que vemos tudo o que nos fala ao coração: objetos que guardam lembranças, livros ou filmes que nos emocionam, fatos e pessoas que nos marcam, histórias contadas por nós mesmos. Em outras palavras, nossa espiritualidade tem a ver com as motivações que nos impulsionam.
As várias ferramentas que temos a nossa disposição também são fundamentais para uma boa espiritualidade, o Oficio Divino das Comunidades e em especial o da juventude que foi criado com intuito de facilitar nossos momentos de oração, a Leitura Orante da Bíblia, os materiais e cursos específicos para despertar a espiritualidade são também bastante utilizados, mas o que conta mesmo é nossa vivência, Espiritualidade para os jovens da Pastoral da Juventude se resume em vivência.
Camila Mendonça
Representante da Sub-Região Sorocaba
Coordenação Regional Sul 1 da Pastoral da Juventude
GT de Espiritualidade
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