(É uma mensagem motivante para todos aqueles que atuam na evangelização dos jovens)
Mensagem de Dom Eduardo Pinheiro da Silva, Bispo referencial do Setor Juventude da CNBB, aos Responsáveis Diocesanos da Juventude
Belo Horizonte, 24 de abril de 2008.
Queridos irmãos e irmãs,
discípulos de Jesus Cristo e missionários dos jovens,
presentes neste 1º. Encontro dos Responsáveis Diocesanos da Juventude
Ao final deste encontro não posso deixar de externar a alegria de ter estado com vocês nestes dias tão ricos de experiências, de convivência, de conhecimentos... dias ricos da presença de Deus!
A animação de todos e a partilha de sonhos, preocupações e desafios trouxeram a certeza de que estamos interessados em encontrar, juntos, caminhos de vida para os nossos jovens de hoje.
Cada um, certamente, soube aproveitar bem destes momentos de graça que Deus lhe concedeu e, certamente, vai levando para casa uma bagagem repleta de entusiasmo e propostas de fortalecimento da ação junto ao jovens. Que bom! Deus é maravilhoso nos seus desígnios de amor!
No meio de tantas responsabilidades e atividades que a vida lhes colocou nos ombros peço-lhes que jamais se esqueçam de priorizar a juventude em sua vida, em suas lutas, em seus sonhos, em seu amor, em sua oração. Muitos jovens já se beneficiaram e cresceram por causa da presença de vocês no meio deles. Imaginem o quanto ainda eles se beneficiarão deste fogo abrasador que, neste encontro, foi alimentado pelo Espírito Santo.
Peço-lhes, ainda, que considerem efetivamente – e segundo a sua realidade – isto que segue. São elementos que surgem do meu coração no desejo de que, entre tantas outras coisas, possam dinamizar ainda mais a sua ação junto aos jovens de sua diocese. Eis algumas idéias esparsas que lhes deixo após ouvi-los e senti-los; após refletir e rezar:
1º) Provoquem sempre nos sacerdotes, religiosos e bispos a paixão pelos jovens. Quando amamos verdadeiramente, somos capazes de criar, lutar, sacrificar-se, encontrar novos caminhos.
2º) Abracem o Documento 85 da CNBB como uma grande luz que veio para contribuir com nosso trabalho evangelizador no meio das juventudes de nosso país. Que ele seja lido, estudado, discutido, entendido, e, principalmente, aplicado em nossos planejamentos anuais. Ele não precisa ser aplicado todo de uma vez; mas deve ser acolhido por inteiro, afinal de contas, foi fruto de muitas mãos, de muito tempo e lugar, de muitos corações desejosos de ver nossa juventude feliz.
3º) Desafiem-se a organizar grupos de jovens em todas as comunidades, a partir de tudo aquilo que já se sabe sobre esta proposta pedagógica que deve estar sempre aberta às novas provocações, interesses e necessidades dos jovens. Se conseguirmos isto, já daremos um grande salto de qualidade em nossa evangelização.
4º) Lutem também para que em cada paróquia – se é que ainda não tenha – possua 1 responsável ou uma equipe responsável para pensar ‘juventude’ 24 horas. Pessoas, estas, que possam estar priorizando este serviço em suas atividades e tempo.
5º) Busquem propostas concretas e específicas para atender os adolescentes. Os jovens agradecem esta distinção de atenção, afinal de contas, eles, apesar da proximidade cronológica, vivem momentos diferentes.
6º) Aprofundem e apliquem no projeto de evangelização a magnífica idéia da formação integral. Evangelizar significa dar condições para que todas as dimensões da vida do jovem encontrem luzes e motivações em Jesus Cristo e no seu Evangelho. Auxiliem-no a perceberem que são amados, valorizados, capacitados por inteiro.
7º) Não se desgastem somente com estruturas, organizações, planejamentos, atividades. Às vezes esquecemos de que estar no meio dos jovens, conversar, conviver, chorar juntos, abraçar, orientar espiritualmente, atende-los em Confissão, tem uma força incrível de conquista e de evangelização.
8º) Prestem atenção naquilo que vocês transmitem com os olhares, as posturas, os gestos, os sorrisos, os esforços de coerência, a alegria da busca da santidade. O nosso testemunho de vida é determinante para a evangelização. Os jovens precisam perceber que rezamos, que celebramos, que cantamos, que trabalhamos como expressão de um coração repleto das maravilhas de Deus. Os que estão à frente dos jovens não podem vacilar! Todo cuidado é pouco, afinal de contas, eles querem se apoiar em quem realmente encontrou sentido de vida e vive com sentido. Quantos líderes – leigos, padres, religiosos – esqueceram desta regra máxima do trabalho evangelizador.
9º) Sejam corajosos e constantes em propor aos jovens um caminho de discernimento vocacional. Que nenhum jovem passe por suas mãos sem se questionar sobre a vocação a qual Deus lhe chama. Que nenhum namoro ou casamento ou família sofra conseqüências de nossa omissão em vista desta preparação. Que ninguém deixe de se questionar sobre o chamado ao sacerdócio ou à vida religiosa. Que nenhum projeto de evangelização juvenil omita propostas concretas, consistentes e atraentes de discernimento vocacional.
10º) Empenhem-se por entender a beleza e a simplicidade da proposta do Setor Juventude. Não deixem que este ‘projeto’ de unidade seja prejudicado por preconceitos, precipitações, omissões, vaidades deste ou daquele segmento, desta ou daquela liderança. A unidade, o espírito de família, a comunhão é o grande sonho de Jesus Cristo: “que todos sejam um”. Nossas ‘parcerias’ começam em casa. Vocês já imaginaram a pastoral de conjunto acontecendo no mundo juvenil e sendo motivação e modelo para todas as outras pastorais? Lembrem-se, portanto, de que o SETOR:
a) é espaço de comunhão, diálogo, partilha
b) não é uma estrutura pesada e, muito menos, excludente; é algo simples. Não podemos complicar!
c) é uma opção que o bispo faz para que a unidade diocesana cresça ainda mais. Portanto, uma vez decidido numa diocese, todos os segmentos que trabalham com juventude estão, automaticamente, incluídos nesta dinâmica vital e eclesial.
d) o documento 85 é o seu texto iluminador e motivador
e) nos primeiros encontros é importante estudar juntos este documento 85 e conhecer a riqueza da diversidade dos segmentos presentes na diocese
f) tem a responsabilidade de olhar para dentro e para fora da Igreja. Os destinatários do setor não são somente aqueles que já estão conosco, mas, principalmente, aqueles que estão distantes
g) o Setor é capaz de aumentar a sensibilidade de todos e desenhar propostas eficientes diante da gritante realidade de jovens que estão sendo abandonados, dizimados, excluídos, empobrecidos, violentados em nossa sociedade. A nossa união será uma força incrível para contemplar esta realidade, profetizar a vida plena e reivindicar ações concretas da Igreja e da Sociedade em vista da vida digna destes nossos jovens-irmãos.
Acho que era isto que gostaria de registrar e deixar para vocês.
Deus continua contando conosco principalmente neste mutirão em vista de “resgatar no coração de todos a paixão pela juventude” (Doc 85, 205). Vamos nessa?
Beijos e abraços de quem os carrega no coração e na oração; de quem acredita na criatividade, no ardor e no amor que foram alimentados nestes belos dias de convivência em vista do bem de nossa juventude.
Deus seja louvado e abençoe intensamente a todos vocês, principalmente ao P. Gisley, a Equipe central de coordenação e todos aqueles e aquelas que não mediram esforços em fazer acontecer este 1º. Encontro Nacional dos Responsáveis Diocesanos pela Juventude!
Maria, a jovem de Nazaré, nos acompanhe nesta busca de constante rejuvenescimento de nossos corações, nossas atividades, nossa missão.
Até qualquer hora.
+ Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Bispo referencial do Setor Juventude da CNBB
Papa Bento VXI - Maio/2007
Mensagem do Bispo Referencial do Setor Juventude
Dimensão metodológica e de capacitação técnica
5 Relação com a ação (dimensão metodológica e de capacitação técnica)
Corresponde à capacitação técnica/metodológica para o planejamento, desenvolvimento e avaliação da ação transformadora, para o exercício da liderança e coordenação democrática nos grupos, organizações e também junto às massas. Trata-se de ser profissional, realizando a missão com eficácia.
No processo de amadurecimento da fé o jovem sente necessidade de testemunhar a própria fé, empenhando sua vida no serviço aos outros. Para que sua ação seja eficaz, precisa entrar num processo de formação permanente, que lhe garanta a aquisição de técnicas e de competência educativa profissional para assumir tarefas de coordenador de grupos jovens, de comunicador da mensagem de Jesus Cristo e de formador de lideranças.
A ação é uma necessidade especial dos jovens e um instrumento pedagógico privilegiado. A partir de pequenas ações refletidas e avaliadas, os jovens vão crescendo em sua inserção eclesial e social para serem uma presença transformadora.
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Dimensão mística e teológica
4 Relação com Deus (dimensão mística e teológica)
Esta dimensão trata da vivência e fundamentação da fé do jovem, do encontro com a Pessoa de Jesus Cristo, sua prática, seu Projeto e seguimento em comunidade. É a presença de Deus agindo nos acontecimentos de sua vida, da vocação mais profunda de ser filho e irmão, do descobrimento de Jesus e da opção por segui-Lo, do discernimento da ação do Espírito nos sinais dos tempos da história pessoal, grupal, eclesial e social e do compromisso radical de viver os valores do evangelho. E o jovem descobre a Comunidade eclesial como lugar de alimentar e celebrar a vida na Fé.
Neste encontro com Jesus Cristo o jovem descobre Nele o sentido de sua existência humana pessoal e social. Nasce a experiência de fé que o faz viver como cristão autêntico. Passo fundamental nessa dimensão é transformar a experiência de vida pela força da fé em experiência evangélica. Integra-se a fé na vida. A educação da fé é concebida como interpelação constante entre experiência de vida e formulações da fé.
É necessário formar o jovem para ter uma experiência de Deus (espiritualidade ou mística) e ao mesmo tempo ajudá-lo a adquirir uma compreensão teórica da sua fé (teologia).
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Dimensão sócio-política
3 Relação com a sociedade ( dimensão sócio-política)
Corresponde à dimensão da socialização ou da inserção do jovem na sociedade. Trata da convivência social com relações de justiça e solidariedade, com igualdade de direitos e deveres. A política é a arte de administração da convivência dos cidadãos. Capacita o jovem para ser cidadão consciente, sujeito da história nova, com participação crítica em favor da justiça e da vida digna para todos. Forma o jovem para ser capaz de projetar-se em sua comunidade local, nacional e internacional. É importante formar o jovem para a cidadania.
Esta experiência comunitária leva o jovem a confrontar-se com problemas cuja solução exige convergência de esforços e vontade política. A promoção do bem comum e a construção de uma ordem social, política e econômica humana, justa e solidária, torna-se um compromisso de fé. A educação na fé é concebida como ação transformadora da complexa realidade sócio-econômica-política e cultural.
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Dimensão da integração grupal e comunitária
2) Relação com os outros (dimensão da integração grupal e comunitária)
Corresponde à dimensão social, da descoberta do outro como ser diferente e do grupo como lugar de encontro. O grupo oferece um espaço para ir descobrindo, de modo concreto e vivencial, a necessidade de realizar-se como pessoa na relação com o outro. Esta relação gera crescimento, exercita a crítica e a autocrítica como meio de superar-se pessoalmente e colaborar no crescimento dos demais.
Este processo de amadurecimento leva o jovem a uma progressiva abertura para as relações interpessoais, reconhecendo nos outros, valores, diversidades e limites. O jovem começa a fazer a experiência de um relacionamento mais consciente com a família, com o grupo e com a sociedade, até a experiência comunitária como referência permanente para sua vida. Na comunidade, o jovem se torna participante ativo e criativo de sua própria história. A educação na fé é concebida, aqui, como caminho a ser percorrido comunitariamente.
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Dimensão da Personalização
1) Relação Consigo Mesmo (dimensão da personalização)
É a dimensão da relação do jovem consigo mesmo. Responde às necessidades de amadurecimento afetivo e formação positiva da personalidade. É a busca constante de uma resposta, não especulativa mas existencial, à pergunta: “Quem sou eu”?
Nesta dimensão o jovem precisa acolher a própria vida. Procura conhecer-se, aceitar-se, assumir-se a si próprio, como também procura desenvolver suas aptidões e qualidades, seus sentimentos e interesses com relação aos outros. A educação e a vivência da fé são concebidas como auto-aceitação, humanização, busca de sentido da vida e opções de valores.
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Leitura Orante da Bíblia em Grupo
SUGESTÕES PARA A LEITURA ORANTE FEITA EM GRUPO
"Jesus apresentou-se no meio deles e lhes disse: A paz esteja com vo¬cês! '. Em seguida, abriu-lhes a mente para que entendessem a Escritura. E disse ainda: 'O Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome vos en¬sinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos disse. Ele vos conduzirá à verdade plena" (Lc 24,36.45; Jo 14,26; 16,13).
1. Acolhida, oração
• Acolhida e breve partilha das expectativas.
• Oração inicial, invocando a luz do Espírito Santo.
2. Leitura do texto
• Leitura lenta e atenta, seguida por um momento de silêncio.
• Ficar calado, para que a Palavra possa calar em nós.
• Repetir o texto em mutirão, tentando lembrar-se de tudo o que foi lido.
3. O sentido do texto
• Trocar impressões e dúvidas sobre o teor do texto.
• Se necessário, ler novamente e esclarecer-se mutuamente.
4. O sentido para nós
• Ruminar o texto e descobrir o seu sentido atual.
• Aplicar o significado do texto à situação em que vivemos.
• Alargar o sentido, ligando-o com outros textos da Bíblia.
• Situar o texto no plano de Deus que se realiza na história.
5. Rezar o texto
• Ler de novo o texto com toda a atenção.
• Momento de silêncio para preparar a resposta a Deus.
• Rezar o texto, partilhando as luzes e forças recebidas.
6. Contemplar, comprometer-se
• Expressar o compromisso a que a Leitura Orante nos levou.
• Resumir tudo numa frase para levar consigo durante o dia.
7. Um salmo
• Achar um salmo que expresse tudo o que foi vivido no encontro.
• Rezar o salmo para encerrar o encontro.
Todos elevaram a voz a Deus: "Senhor, tu és o Criador do céu e da terra, do mar e de tudo o que existe neles! Tu falaste por meio do Espíri¬to e do nosso antepassado Davi, teu servo, quando ele disse: 'Por que as nações pagãs ficaram furiosas? Por que os povos fizeram planos tão tolos? Os seus reis se prepararam, e os seus governantes se ajuntaram contra o Senhor Deus e contra o Messias, que ele escolheu'. Agora, Senhor, olha para a ameaça deles. Dá aos teus servos confiança para anunciarem cora¬josamente tua Palavra. Quando terminaram de fazer essa oração, o lugar onde estavam reunidos tremeu. Então todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a anunciar corajosamente a Palavra de Deus (At 4,24-26.29.31).
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Livro: Dez temas sobre sexualidade
Falar sobre sexualidade nas reuniões do grupo sempre foi algo complicado. Nossa sugestão para trabalhar este tema é o livro "Dez temas sobre sexualidade - roteiros para reuniões de jovens" (2008).
Este trabalho é fruto de uma iniciativa da PJ do Maranhão em oferecer elementos para o diálogo sincero e livre, sem banalização ou tabus.
Trata-se de saber como o ser humano se relaciona sexualmente, como controla ou expressa seus impulsos e como essas energias podem ser usadas de maneira construtiva.
O livro está dividido em 10 temas como o Aborto, a Camisinha e o Homossexualismo.
Cada tema é dividido em 3 partes. A primeira traz um Fato da Vida, a segunda discute o tema e a terceira traz questões para reflexão.
O livro é da Editora Paulinas.
Marcadores: livro, PJ, Sexualidade e Afetividade
Preparando um encontro de grupo de jovens
Faz de conta que a equipe de coordenação de um grupo de jovens de base chamado “Unidos em Cristo” precisa preparar um encontro de jovens. A primeira coisa que faz é marcar uma reunião. Então, na casa de “Irene”, no horário combinado, a equipe se reúne.
Depois de invocar o Espírito Santo, o tema “Afetividade e sexualidade” é escolhido para o encontro, partindo das sugestões das(os) próprias(os) jovens.
A equipe de coordenação decide utilizar “corações” e “figuras de namorados” como símbolos.
O ambiente será preparado desta forma: “corações” de cartolina vermelha serão pendurados no teto da sala e “figuras de namorados” serão coladas nas paredes. Um pequeno altar com toalha, duas velas, uma Bíblia, incenso e uma imagem de Nossa Senhora Aparecida será preparado. Além disso, um rádio tocará suavemente músicas instrumentais.
A equipe escolhe o texto bíblico de “Jo 4, 16-19”.
A seguinte dinâmica é pensada para ajudar na reflexão: “Formam-se duas equipes: a dos rapazes e a das moças. Estes são motivados a preparar e apresentar uma pequena encenação sobre o que os rapazes conversam a respeito das moças quando elas não estão por perto. Enquanto isso, estas igualmente são motivadas a preparar e apresentar uma pequena encenação sobre o que as moças conversam a respeito dos rapazes quando eles não estão por perto. Após a apresentação das duas equipes, forma-se um círculo onde as(os) jovens podem partilhar o que há de real e de falso sobre o que as moças e rapazes pensam umas dos outros”.
Em seguida, a equipe de coordenação distribui entre si as funções. O ambiente será preparado por “Vera” e “Osmar”. “Jéssica” e “Diego” se responsabilizam pela recepção durante o encontro. A animação fica por conta de “Robson”. “Fernanda” assume a função de dirigente. “Irene” e “Bola” coordenam a dinâmica. “Cidinha” será a leitora do texto bíblico. As músicas serão cantadas por “Fátima” e “Érica” enquanto “Anderson” toca violão.
Estas músicas foram selecionadas apartir do tema do encontro: “Amor e sexo” (Rita Lee), “Já sei namorar” (Tribalistas), “Pro meu fogo acender” (Rio Negro e Solimões), “O Espírito Santo já chegou” (Nelsinho Correia), “Deus é dez” (Padre Zeca), “Deus, quero louvar-Te” (Vida Reluz) e “Caminhando com Maria” (José Acácio Santana).
Pouco antes da chegada das(os) jovens, “Vera” e “Osmar” preparam o ambiente do encontro.
Ao chegarem, as(os) jovens são acolhidas(os) por “Jéssica” e “Diego”, responsáveis pela recepção.
“Robson” motiva as(os) jovens para que cantem, dancem e batam palmas, mantendo o clima de animação, ao som de algumas músicas (no máximo três) entoadas por “Fátima” e “Érica” e tocadas por “Anderson”.
“Fernanda”, a dirigente do encontro, saúda as(os) jovens, principalmente quem veio pela primeira vez. Informa que o tema do encontro é “Afetividade e sexualidade” e convida para a oração inicial, invocando a Santíssima Trindade e a presença carinhosa de Maria, Mãe da Juventude.
“Irene” e “Bola”, então, coordenam a dinâmica.
A dirigente “Fernanda” fala um pouco sobre o tema, aproveitando as experiências vividas pelas(os) jovens durante a dinâmica.
“Robson” novamente motiva as(os) jovens para que cantem, dancem e batam palmas, mantendo o clima de animação, ao som de algumas músicas (no máximo três) entoadas por “Fátima” e “Érica” e tocadas por “Anderson”. Ao final, um canto prepara as(os) jovens para escutar o texto bíblico, cuja leitora é “Cidinha”.
A dirigente “Fernanda” faz a ligação entre o que foi falado sobre o tema “Afetividade e sexualidade” e o texto bíblico lido e escutado. Para que outras(os) jovens participem, “Fernanda” propõe que se organizem em pequenos grupos para refletir sobre as perguntas: “1. Quais são as vantagens e desvantagens de um relacionamento afetivo constante e de um inconstante? 2. Por que as pessoas têm dificuldade para falar sobre sexo com seriedade, já que este é um assunto tão importante? 3. Como viver de uma maneira cristã a afetividade e a sexualidade humanas?” Os pequenos grupos realizam um plenário apresentando suas reflexões e o fechamento da discussão fica por conta da dirigente.
A dirigente ajuda as(os) jovens a elaborar e assumir um gesto concreto a partir deste encontro. Por exemplo: “Superar os preconceitos relativos a gênero (masculino e feminino) escutando o que os rapazes dizem de si mesmos e o que as moças dizem de si mesmas”.
“Fernanda” convida as(os) jovens para a oração final, transformando as experiências vividas durante o encontro em preces, agradecimentos e pedidos. Após cada prece espontânea, a dirigente pede para as(os) jovens que repitam a resposta: “Senhor, queremos viver nossa afetividade e sexualidade segundo a vossa vontade”. A oração final é encerrada com o Pai-nosso e a Ave-Maria.
O encontro é encerrado agradecendo a presença de todas(os), especialmente quem veio pela primeira vez. Parabenizam-se as(os) aniversariantes e os compromissos da semana são lembrados. As(os) jovens fazem a despedida com o abraço da paz.
Concluído o encontro, a equipe de coordenação se reúne para a avaliação. São considerados os aspectos positivos e negativos e se fazem sugestões para que os próximos encontros sejam ainda melhores. Convidam alguém do grupo de jovens de base para participar da avaliação, a fim de assegurar sua autenticidade. “Robson”, secretário do grupo “Unidos em Cristo”, anota todas estas informações.
Não é fácil? É só utilizar este esqueminha que tudo dá certo. Existem outras maneiras, é só usar a criatividade. Lembre-se de usar a metodologia VER-JULGAR-AGIR-REVER-CELEBRAR. Agora é a vez de seu grupo de jovens de base. Mãos à obra!
Para refletir:
1. Quem prepara os encontros de jovens em seu grupo de jovens de base? Existe uma equipe de coordenação? Ela segue este esquema?
2. Você notou que este esquema segue a metodologia VER-JULGAR-AGIR-REVER-CELEBRAR? Você é capaz de identificar cada parte do método dentro do exemplo apresentado?
3. Quais são as vantagens e as desvantagens deste esquema aqui apresentado? O que você acrescentaria ou retiraria?
Adaptado de www.pjestigmatina.com
Marcadores: grupo de jovens, PJ, Sexualidade e Afetividade, Ver-Julgar-Agir-Rever-Celebrar
Planejamento do grupo de jovens para 2009
“Se um homem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável” (Sêneca – filósofo romano nascido em 4 a.C.)
Um novo ano chegou!!! Estamos iniciando 2009 para que seja o melhor ano de nossas vidas. Já está na hora de planejar as atividades para o grupo de jovens, não acha?
Como se trata de uma tarefa importante, vale a pena investir tempo para bem executá-la. Que tal marcar uma reunião especialmente para esta tarefa?
Seguem algumas sugestões para facilitar o planejamento.
Garantir que os temas trabalhados tenham continuidade é muito importante para a formação integral do jovem.
Relacionar a programação com o calendário civil e religioso garante que o grupo seja realmente participativo e não fique apenas ocupando espaço na comunidade.
Estas são apenas sugestões. Seja criativo, inove, crie, vá além. Mas lembre-se do motivo de tudo que está sendo feito.
1. Primeiro encontro de cada mês
Reunidos, então, no dia, horário e local combinados, após um breve momento de oração, sugira que o primeiro encontro de cada mês seja reservado para um momento caprichado de oração pessoal e comunitária, possivelmente concluído com a participação na Celebração da Eucaristia.
2. Segundo encontro de cada mês
Proponha que, mensalmente, o segundo encontro tenha um caráter mais prático, destinado a atividades sociais (arrecadação de alimentos, agasalhos, livros, brinquedos etc para pessoas necessitadas; visita a asilos, orfanatos, instituições) ou culturais (apresentações de dança, música, teatro etc) ou esportivas ou promocionais (venda de doces, salgados, pizza, rifa etc; bailes, festas).
3. Terceiro encontro de cada mês
Motive as moças e rapazes a escolher um tema para ser refletido no terceiro encontro de cada mês. Oriente as pessoas para que escolham temas variados, conforme as dimensões da formação integral, a saber: autoconhecimento, relacionamento entre as pessoas, comprometimento sócio-político, vida espiritual e capacitação de lideranças. É bom reservar os temas Maria, Vocação, Bíblia e Missão para os meses de maio, agosto, setembro e outubro, respectivamente. É uma oportunidade a mais que o grupo de jovens de base tem para viver sua comunhão com a Igreja.
4. Último encontro de cada mês
Incentive que a cada mês o último encontro seja missionário. As pessoas que participam do grupo de jovens de base sejam organizadas em equipes para visitar jovens que só participam da Celebração da Eucaristia e jovens que ainda nem participam. O objetivo das visitas missionárias é rezar pela juventude e convidá-la para participar da Igreja e do grupo de jovens de base. O último encontro do mês também pode ser aproveitado para visitar ou receber a visita de grupos de jovens de base de comunidades e paróquias vizinhas.
5. Atividades extras
Que tal o grupo de jovens de base mensalmente responsabilizar-se por uma Celebração da Eucaristia? É um importante serviço a ser prestado à comunidade.
Garanta também que ao final de cada semestre haja um encontro que avalie os resultados alcançados e a motivação das moças e rapazes.
6. Encaminhamentos
Concluída esta reunião e devidamente registrado o planejamento das atividades para o grupo de jovens de base em 2007, encaminhe uma cópia para a equipe de coordenação de sua comunidade e para o pároco de sua paróquia. Assumam também o compromisso de que uma moça ou rapaz mensalmente represente o grupo de jovens de base no CPC – Conselho Pastoral Comunitário e no CPP – Conselho Pastoral Paroquial.
7. Exemplo
ABRIL
01 (Dom.) Oração da Manhã – Tema: “Neste mundo vocês terão aflições, mas tenham coragem; eu venci o mundo” (João 16, 33b) – 07h30
07 (Sáb.) Missa da Juventude – 19h00
08 (Dom.) Futebol e Vôlei – 09h00
15 (Dom.) Encontro de Jovens – Tema: “Por que tenho medo de dizer quem sou?” – 09h00
19 (Qui.) Reunião do CPP (Matriz Nossa Senhora das Dores) – 19h30
21 (Sáb.) Baile do Branco e Preto – 21h00
29 (Dom.) Visitas Missionárias – 15h00
MAIO – Maria
06 (Dom.) Oração da Manhã – Tema: “Mulher, eis aí o seu filho... Eis aí a sua mãe” (João 19, 26-27) – 07h30
12 (Sáb.) Missa da Juventude – 19h00
13 (Dom.) Visita ao Asilo “Juventude acumulada” – 14h30
20 (Dom.) Encontro de Jovens – Tema: “Maria, Mãe da juventude” – 09h00
24 (Qui.) Reunião do CPC – 19h00
27 (Dom.) Visitar o grupo de jovens de base “Cristo é minha vida” (Comunidade São José) – 16h00
Para refletir:
1. Em sua opinião, quais são as maiores necessidades apresentadas pelo grupo de jovens de base que você participa?
2. O que é possível planejar para 2009 a fim de atender tais necessidades?
Adaptado de www.pjestigmatina.com
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9º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude

O primeiro ENPJ aconteceu em Pontalina, GO, em 1994. De lá pra cá, muitas pessoas, jovens e amantes da juventude, se uniram na caminhada e fizeram história, sempre à luz do seguimento de Jesus.
Estarão presentes no IX ENPJ jovens representantes das Arqui/Dioceses, coordenadores, assessores regionais e nacionais, assessor e secretário nacional do Setor Juventude, Bispos - dentre eles o responsável pelo Setor Juventude da CNBB - e representantes convidados de movimentos, centros de juventude e da PJR, PJE e PJMP.
Além do objetivo geral de ampliar o olhar sobre a realidade juvenil a partir dos grupos de base e do plano de ação da PJ, o IX ENPJ tem como objetivos específicos ser espaço de encontro e partilha, refletir sobre os rumos da Pastoral nos próximos anos e animar a missão de construir a civilização do amor.
Que o IX ENPJ seja um tempo-espaço propício e fecundo para a Pastoral da Juventude e toda a Igreja!
Marcadores: PJ
Dia Nacional da Juventude 2008

“Queremos pautar as razões do nosso viver!
O Dia Nacional da Juventude deste ano quer dar continuidade aos ciclos de debate e celebrações da Campanha da Fraternidade da CNBB e do centenário de nascimento de Dom Helder Câmara.
Com o tema “Juventude e os meios de comunicação” e o lema “Queremos pautar as razões do nosso viver!”, o DNJ quer denunciar toda visão equivocada sobre juventude, colocando na pauta de discussões da mídia, da sociedade e da Igreja, sua verdadeira realidade e anunciando seus sonhos: justiça, vida digna, liberdade, paz...
O objetivo é pensar como as mídias podem ajudar a gerar vida para a juventude, e, ao mesmo tempo, fazer com que os/as jovens pensem suas próprias formas de comunicação.
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Pacto pela Juventude : O que é?
PACTO PELA JUVENTUDE: O BRASIL PRECISA, A JUVENTUDE QUER!
Em abril de 2008, dois mil delegados e delegadas ecoaram as 400 mil vozes dos participantes do processo da 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude. Durante oito meses, milhares de propostas foram debatidas em diferentes etapas: conferências livres, consulta aos povos e comunidades tradicionais, conferências municipais, estaduais e nacional. Em cada uma dessas etapas, foram aprovadas resoluções e prioridades, que se encontram disponíveis para o debate público e expressam as demandas e expectativas da juventude brasileira para que seus direitos sejam plenamente garantidos.
O Pacto pela Juventude é uma proposição do Conselho Nacional de Juventude aos governos (federal, estaduais e municipais) e aos candidatos a prefeito e vereador, para que se comprometam com as Políticas Públicas de Juventude nas suas ações de governo e plataformas eleitorais, respectivamente.
O desafio é traduzir as demandas identificadas nas conferências em propostas,
iniciativas, programas e projetos de âmbito nacional, estadual e municipal, tendo como referência os seguintes parâmetros na implementação das políticas públicas de
juventude:
Jovens como sujeitos de direitos: as políticas públicas de juventude se justificam e se orientam pelo atendimento às necessidades dos e das jovens, não por uma compreensão de que eles e elas são “incompletos” ou “problemáticos”. Assim, estas políticas não devem ter como objetivo proteger ou controlar suas vidas. O reconhecimento de seus direitos deve estar alicerçado em uma perspectiva ampla de garantia de uma vida social plena e de promoção de sua autonomia.
Faixa etária: No Brasil são consideradas jovens as pessoas com idade entre 15 e 29 anos. Mas não se pode perder de vista a existência de faixas etárias intermediárias.
Os desafios colocados para os jovens de 16 anos são bastante distintos dos colocados para os jovens de 24 ou 29 anos, e este fato deve se refletir nas políticas.
A valorização da diversidade juvenil: É preciso reconhecer que um contingente de 50,5 milhões de pessoas, entre 15 e 29 anos, num país continental como o Brasil,comporta inúmeras diferenças de condições de vida, de identidade, formas de organização e expressão. Ao invés de criar rótulos e estereótipos, devemos reconhecer e valorizar a diversidade (de gênero, raça e etnia, orientação sexual,jovens com deficiência, rurais e urbanos, opção religiosa e de comunidades tradicionais, por exemplo) como traço marcante da juventude brasileira, mas também gerar condições para a superação das desigualdades sociais e econômicas. Estas sim devem ser combatidas.
Políticas públicas articuladas e integradas: As políticas públicas de juventude devem ter caráter redistributivo, ou seja, devem estar orientadas para diminuir as desigualdades entre os jovens e outros segmentos etários e dos jovens entre si. Estas políticas têm que servir também para assegurar direitos, potencializar talentos e valorizar a condição juvenil, independentemente da condição social. Para isso, devem ser implementadas, simultaneamente: políticas universais que levem em conta as demandas e singularidades juvenis (como a educação pública e a saúde), políticas emergenciais (apresentando novas chances aos jovens em situação de maior vulnerabilidade social) e políticas específicas (que reconheçam e promovam o potencial e as particularidades da condição juvenil).
Transversalidade das políticas: A vida cotidiana não é dividida em departamentos. Mas o Estado é. Por isso, geralmente, temas que deveriam andar juntos, acabam espalhados em Secretarias e Ministérios diferentes. Tratar as questões juvenis de modo transversal significa integrar objetivos e ações das políticas públicas. Mais do que uma pauta exclusiva dos órgãos institucionais de Juventude, os jovens devem ser tratados como um assunto estratégico por todo o governo.
Desenvolvimento integral: A juventude não é apenas uma passagem para o mundo adulto. Mais do que uma preparação para o futuro, a vivência juvenil é uma realidade no presente e, na contemporaneidade, combina processos formativos com processos de experimentação e construção de trajetórias nos mais diversos âmbitos. Para garantir um desenvolvimento integral, as políticas públicas devem se orientar pelo reconhecimento de que a escola, o trabalho, a cultura e as tecnologias de informação estão relacionadas, especialmente a partir das transformações sociais e dos avanços científicos dos últimos vinte anos.
Criação de órgãos especializados em Juventude: Fortalecer as políticas públicas de juventude implica responsabilidades diretas e específicas com a implementação de projetos e programas que levem em conta as demandas específicas da atual geração de jovens. Por isso, é indispensável a constituição de assessorias, coordenadorias ou secretarias no âmbito do Poder Executivo, com atribuições específicas na coordenação e articulação destas políticas.
Participação e Conselhos de Juventude: Promover o direito à participação é indispensável para o sucesso e efetividade de uma política de juventude. Ampliar os canais de diálogo com os movimentos juvenis e demais organizações da sociedade civil vinculadas ao tema, por meio do fortalecimento e criação dos Conselhos de Juventude (estaduais e municipais) e realização de Conferências é fundamental. À juventude cabe um papel ativo na formulação, monitoramento e avaliação dos projetos e programas. O sentido desta participação deve extrapolar os limites das políticas de juventude e vincular o debate em torno de um projeto de desenvolvimento local e nacional.
PACTO PELA JUVENTUDE: EU ASSUMO ESSE COMPROMISSO!
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Orientações para o DNJ

O DIA NACIONAL DA JUVENTUDE de 2008 (DNJ 2008) será celebrado por todas as Dioceses do Brasil em 19 de outubro. Na diocese de Uberlândia as atividades serão organizadas em cada paróquia para promover uma maior integração entre os jovens participantes das comunidades paroquiais.
A Santa Missa será sempre a atividade principal para ser realizada. A celebração deverá ser preparada com carinho para receber os jovens participantes da comunidade e motivar aqueles mais ausentes para retornarem à comunidade.
Outras atividades devem ser desenvolvidas neste dia. Sugerimos dentre elas: manhã de reflexão e oração; passeios (ex. Parque do Sabiá); visitas ao asilo, creche, etc.; atividades recreativas; campanhas de arrecadação; etc.
O DNJ deste ano quer dar continuidade ao ciclo de debates e celebrações começadas com a Campanha da Fraternidade da CNBB e com o centenário do nascimento de Dom Helder Câmara. Temos a felicidade de fazer memória de seu legado no Centenário de seu nascimento, cujas festividades estão acontecendo em tantos lugares do Brasil. .
Com o tema "JUVENTUDE E MEIO DE COMUNICAÇÃO", e o lema: "Queremos pautar as razões de nosso viver!", o DNJ 2008 quer mostrar toda visão equivocada sobre a juventude, e queremos colocar na pauta de discussões da mídia, da sociedade, e da igreja, a verdadeira realidade dos jovens, e anunciar seus sonhos e todas as razões do seu viver: justiça, vida digna, liberdade, PAZ para todas as criaturas.
Por isso se sugere para a celebração e demais atividades que haja muita poesia, partilha e oração. Mãos à obra!!! Que nossa juventude "tenha vida e vida em abundância"!
Mais informações em:
www.pjuberlandia.blogspot.com
www.casadajuventude.org.br
www.ccj.org.br
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Liturgia do DNJ 2008

Na liturgia do DNJ veremos o profeta Isaías anunciar que Deus conhece e chama cada jovem pelo próprio nome (Is 45,1.4-6). Deus reconhece o valor de cada pessoa não sendo necessário que ela se enquadre neste ou naquele perfil, contrariando assim o modelo apresentado pelos meios de comunicação. Somos convidados a refletir nos encontros sobre o que a mídia fala dos jovens, como os jovens analisam a mídia e como podemos juntos promover a democratização dos meios de comunicação e pensar em nossos próprios meios de comunicar a vida.
O apóstolo Paulo, durante a segunda leitura, falará ao jovem Timóteo sobre o amor. Amor que procede do coração puro, de consciência boa, e de fé sem hipocrisia. Queremos que os jovens possam se encontrar para um momento de reflexão permeado pela Palavra de Deus, com muita animação e criatividade.
O evangelista mostrará Jesus em Jerusalém, por ocasião da Páscoa dos judeus. As perseguições que já vinha sofrendo na Galiléia, agora se aguçam com várias investidas dos chefes dos sacerdotes, fariseus e dos anciãos, proprietários de terras. Dirigem-se a Jesus com um acúmulo de elogios que já deixam transparecer a falsidade. São palavras cheias de malícia. Perguntam se devem pagar o imposto a César. Esperavam de Jesus uma resposta negativa, um ato de insubordinação, o que lhe mereceria a condenação por parte do império romano.
Jesus pede que mostrem a moeda do imposto. Este devia ser pago em moeda romana, o denário. As moedas, correntes no comércio, eram os "out-doors" de propaganda do império, cunhadas com imagens e inscrições que exaltavam o imperador. Jesus questiona de quem é a figura e a inscrição na moeda e, com a resposta, conclui: "Devolvei, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus".
A sutil resposta de Jesus, remove o caráter divino do imperador: César e Deus são colocados separadamente. Por outro lado Jesus, com sua resposta, devolve a questão aos seus provocadores. Cabe a eles julgarem o que é de César e o que é de Deus. Sem dúvida poderão perceber que devolver a César o que é de César é erradicar de suas mentes toda ambição de riqueza e a idolatria do dinheiro. Devolver a Deus o que é de Deus é libertar seu povo e promover-lhe a vida, o que é a vontade e o projeto de Deus para toda a humanidade.
A liturgia para o DNJ será: Evangelho = Mt 22,15-21; Leituras = Is 45,1.4-6 e 1Tm 1,1-5b; e o Salmo será o 96(95).
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O celular e a Bíblia

Já imaginou o que aconteceria se tratássemos a nossa Bíblia do jeito que tratamos o nosso celular?
E se sempre carregássemos a nossa Bíblia no bolso ou na bolsa?
E se déssemos uma olhada nela várias vezes ao dia?
E se voltássemos para apanhá-la quando a esquecemos em casa, no escritório… ?
E se a usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos?
E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela?
E se a déssemos de presente às crianças?
E se a usássemos quando viajamos?
E se lançássemos mão dela em caso de emergência?
Teatro: Bíblia - Fonte de Vida!

Teatro para o mês da Bíblia. Pode ser adaptado para diversos momentos e locais.
São necessários ao menos 10 personagens.
Material: folhas xerocadas da Bíblia e música de fundo.
(O personagem Luis se apresenta trajado com folhas da bíblia - coladas em seu corpo)
Luis: Os cristãos têm nas mãos um grande tesouro: a Bíblia. Ela é a força de cada cristão e da Igreja.Mas não é sempre dessa forma que é vista a Sagrada Escritura. Em muitos casos, ela passa de fonte de vida para se tornar apenas uma fonte de pesquisa. Vejam só.
(O jornaleiro está gritando no palco. Entra uma senhora)
Jornaleiro: Extra! Extra! Surgem novas descobertas a respeito da formação da Bíblia.
Extra! Leiam jornal de hoje!
Senhora: O que Menino? É isso que o jornal de hoje está dizendo a respeito da Bíblia? Dê-me um exemplar.
Jornaleiro: Sim senhora. (Entrega o jornal) Mas, perdoe-me a intromissão, a senhora Iê a Bíblia?
Senhora: Eu tenho muita fé, mas quase não tenho tempo de ler a Bíblia.
Jornaleiro: É muito estranho! Como é que a senhora tem fé se não lê a Palavra de Deus?
Senhora: Ah, mas olha só! Já quer me dar lições? Eu sou muito mais experiente do que você, seu moleque!
Jornaleiro: Desculpe-me senhora. Sou apenas um jornaleiro que já aprendeu na catequese que na Bíblia está presente o próprio Cristo! Longe de mim faltar-lhe com o respeito!
Senhora: Vá, vá vender seu jornal, menino, e não perca tempo!
Jornaleiro: (Balança o ombro) Extra! Extra! Surgem novas descobertas a respeito da formação da Bíblia. Extra...
(Saem e entra Luis)
Luis: Entenderam?! E isso que está acontecendo hoje. Há algum tempo atrás falávamos em tirar a Bíblia do armário para limpar a poeira. Isso mesmo. Pura ignorância! A Palavra de Deus, para o homem e a mulher de fé, é para ser lida, meditada, levada a sério, já que ela apresenta a história de um povo que lutou, guiado pela máo de Deus em seu processo de libertação. Trata-se da história mais importante do mundo, que deve ser conhecida por todas as pessoas dos cinco continentes.
(Sai Luis - sobe o volume de uma trilha musical enquanto entram umas pessoas com a Bíblia aberta na mão)
Geovani: A Palavra de Deus é luz!
Cleidir: Sim, Ela ilumina nossos caminhos para uma vida coerente e fiel aos planos de Deus.
Jocimare: A Palavra de Deus é uma semente!
Fábio: Ela faz germinar em nossos corações as virtudes dos homens de bem.
Mauri: A Palavra Deus é fortaleza!
Paulo: Ela ajuda a superar as provações impostas pela sociedade materialista em que vivemos.
Dante: A Palavra de Deus é como água pura!
Cláudio: Ela limpa nossos corações de toda maldade.
(As pessoas descem no meio do público para que os presentes toquem a Bíblia, com gesto de respeito, enquanto se canta um canto bíblico. Terminado o canto entra Luis)
Luis: Na segunda carta de São Paulo a seu amigo Timóteo, assim fala o apóstolo:
"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito e capacitado para toda boa obra"
(Entram pessoas que, entrevistadas, dão seu testemunho sobre a Bíblia)
Luis (Entrevistador): Amiga Nilce, você que é catequista de nossa comunidade, o que tem a dizer a respeito da Bíblia?
Nilce: Foi através da leitura da Bíblia que a minha família descobriu o valor da união e do amor a Deus,
Comunidade: (Três pessoas) Senhor, tua Palavra é luz para nosso caminho!
Luis: Mário, você já mostrou-se inconformado por sua filha ter mudado de religião. É verdade?
Mário: Sim, mas a Palavra de Deus ajudou-me a perdoar também a esta minha filha que há muito tempo eu não aceitava em minha casa.
Comunidade: (As mesmas três pessoas) Senhor, tua Palavra é luz para nosso caminho!
Luis: Nelson, sei que você participou de um grupo racista. O que Ihe fez mudar de opinião?
Nelson: Você lembrou-me um tempo triste da minha vida. Mas, graças a Deus, lendo a Bíblia, no grupo de reflexão da minha rua, aprendi a amar as pessoas sem
distinção.
Comunidade: (As mesmas três pessoas) Senhor, tua Palavra é luz para nosso caminho!
Luis: E você Virgínia, que preside a Associação pelo Matrimônio sem Violência, o que tem a dizer a respeito da Bíblia?
Virgínia: Amigo Luis, posso Ihe afirmar que foi mesmo através da leitura orante da Bíblia que descobri meu lugar junto às mulheres maltratadas no casamento.
Comunidade: (Sempre as três pessoas) Senhor, tua Palavra é luz para nosso caminho!
Luis: Dona Maria, você que vive diariamente em sua casa atendendo a sua família, tem algo a dizer a respeito da Bíblia?
Maria: Posso Ihe afirmar que a fé que tenho em Deus e em sua providência vem do carinho com que leio e rezo diariamente a Sagrada Escritura.
Canto: (Todos os atores). Toda Bíblia é comunicação...
Luis: Como vocês viram, é este mesmo o lugar que a Bíblia deve ter em nossa casa e em nossas vidas. Ela é a luz de Deus em nosso cotidiano marcado por alegrias, mas também por muitos obstáculos. Nela está a sabedoria de Deus que sempre se preocupa em guiar seus filhos. Quando proclamada na assembléia, a Bíblia é o próprio Deus falando para a comunidade dos cristãos.
(Entram todos os participantes e, dando-se as mãos, rezam juntos)
A oração pode ser projetada numa parede
Oração: Pai nosso, vosso Filho Jesus nos ensinou a chamar-vos de Pai e ensinou-nos que a sua Palavra é capaz de transformar o mundo e torná-lo um Reino de igualdade e paz. Despertai em todos os povos, principalmente naqueles que um dia disseram "sim" ao teu chamado, o desejo de ler e meditar as Sagradas Escrituras, encontrando nelas o Espírito vivificador que torna novas todas as coisas. Dai-nos o dom do discernimento e o ardor missionário de que precisamos para anunciarmos a todas as pessoas a Boa Nova da salvação. Amém
Canto (Todas os atores) É como a chuva que lava...
Por: Etoki Caldeira de Amorim
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A Primazia da Bíblia

A “Palavra de Deus” certamente ultrapassa a Bíblia. Pois Deus nos fala também de outras maneiras: pela criação, pelos acontecimentos, pelas palavras e escritos de outras pessoas, etc.
O apóstolo Tiago lembra: “todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do Alto e desce do Pai das luzes...” (Tg 1,17).
Portanto, não é verdade que “outros livros e reflexões não servem para nada”. A Igreja, mesmo possuindo a Bíblia, continuamente recorre aos escritos dos Santos, aos documentos dos Concílios, aos pronunciamentos do Papa e dos Bispos. Também nas ciências, nas artes, em todos os ramos do saber humano, mesmo em outras religiões, há ensinamentos importantes. Se assim é, de onde vem, então, a centralidade da Bíblia? Ela ainda se justifica?
Sim, para nós, cristãos, a primazia da Bíblia vem do fato de que o Antigo Testamento foi reconhecido pelo próprio Senhor Jesus quando afirmou:
“Não pensem que eu vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas darlhes pleno cumprimento (Mt 5,17)”. Quanto ao Novo Testamento, os evangelhos e as cartas dos Apóstolos são o testemunho dosque viram e ouviram o Senhor, cujas palavras jamais passarão (cf Mt 24,35). Por isso, mesmo reconhecendo que “os outros livros e reflexões” são úteis, continuamos reconhecendo a Bíblia como fonte primeira de nossa fé.
Uma questão importante, que é preciso entender bem, é a da Inspiração. Nós reconhecemos e proclamamos que a Bíblia é inspirada por Deus. Só a Bíblia? O que é mesmo Inspiração? Inspiração é a ação do Espírito Santo, que inspirou os autores da Bíblia. Eles foram homens e mulheres que falaram movidos pelo Espírito Santo (2Pd 1,21).
Desta forma, Paulo afirma:
Toda a Escritura é inspirada, e útil para ensinar, para corrigir... (2Tm 3,16).
Portanto, o Espírito Santo iluminou e moveu aqueles homens para que escrevessem “tudo e só aquilo que, para a nossa salvação, Ele quis que fosse escrito” (Dei Verbum, n.º 11). Por isso mesmo aqueles livros foram “canonizados”, isto é, reunidos num “cânon”: é a inspiração especial que podemos chamar de “escriturística”.
Há, porém, a inspiração profética, para falar em nome de Deus; a inspiração carismática que animava os Juízes e Reis do Antigo Testamento e anima os pastores da Igreja e os líderes da sociedade hoje; e, no dia a dia, a inspiração dos poetas, dos artistas, dos escritores, etc.
A Inspiração, portanto, como ação do Espírito Santo, é ampla, abrangente, universal, desde aquele “pairar do Espírito sobre as águas” do qual fala o início do livro do Gênesis (Gn 1,2), enquanto a inspiração “escriturística” especial é aquela que reconhecemos somente nos livros da Bíblia.
É interessante, igualmente, notar a analogia entre a Encarnação, o fato de que a Palavra de Deus se fez “carne” e habitou entre nós (Jo 1,14), e a “librificação” da mesma Palavra que, dirigida a nós tantas vezes e de tantas maneiras, a nossos pais na fé, pelos profetas (Hb 1,1), foi redigida e tornouse o Livro por excelência, que nós chamamos de “Bíblia”.
Isto, porém, não nos leva a deixar de dar o devido valor aos outros livros e reflexões que, naquilo que têm de bom e verdadeiro, são também, a seu modo, inspirados por Deus.
Teatro: Bíblia - Descobrindo um sentido

Descobrindo um Sentido - Teatro para o mês da Bíblia
Personagens: Personagem 1 (P1), Personagem 2 (P2). Jovem, Dr. Tudo Sabe, Dr. Sabe Tudo
Material: Bíblia e música de fundo
Música:
(Entram os dois...)
P1: Num distante lugar, onde não sorriam os lábios.
P2: Onde não brilhavam os olhos.
P1: Onde não cantavam as vozes.
P2: Havia uma pessoa...
P1: Passava a maior parte de sua vida a pensar.
P2: Já pensara sobre tudo: o sol... a lua... a terra... as árvores...
P1: Só não pensara sobre sua própria vida.
P2: Quando o fez pela primeira vez, entrou em depressão.
P1: Percebera que, até então, havia sido um inútil.
P2: Um inútil.
Música:
(Entra o jovem e senta. Em seguida, entram Dr. Tudo Sabe e Dr. Sabe Tudo. O jovem levanta e começam o diálogo.)
Dr. Tudo Sabe: O que faz você aí, com olhar tão preocupado?
Dr. Sabe Tudo: Deixa o tempo correr, sem ter nada para fazer?
Jovem: Faço aquilo que sempre fiz: pensar. Só que, de tanto fazê-lo, tornei-me um inútil.
Dr. Tudo Sabe: É... pensar demais não é muito
bom. (Sentando)
Dr. Sabe Tudo: (Sentando) Minha mãe já dizia: “quem pensa não casa, quem casa não pensa”.
Jovem: O meu caso não é este não...
Dr. Tudo Sabe: Mas nós...
Dr. Sabe Tudo: Mas nós sempre temos resposta para todos os problemas.
Dr. Tudo Sabe: Isso mesmo, jamais erramos!
Jovem: Mas, afinal, quem são vocês?
Dr. Sabe Tudo: Dr. Sabe Tudo e Tudo Sabe!
Dr. Tudo Sabe: Ao seu dispor!
Jovem: Meu problema é existencial. Tudo começou quando passei a refletir sobre a miséria do mundo.
Dr. Sabe Tudo: Ah, os pobres são a causa do seu problema?
Dr. Tudo Sabe: Simples! Mate a todos e seu problema acabará.
Jovem: Isso não resolveria nada! Comecei também a observar a falta de fé, que a cada dia diminui nas pessoas. As igrejas com pouca gente...
Dr. Sabe Tudo: Claro, claro! Para acabar com as igrejas basta fazer uma coisa.
Dr. Tudo Sabe: Explodi-las todas.
Jovem: Vocês não estão ajudando em nada.
Dr. Sabe Tudo: Quem sabe um de nossos livros o ajude.
Dr. Tudo Sabe: Temos aqui um livro de química, matemática, geografia, história, uma bíblia...
Jovem: Uma bíblia? Alguém já me falou sobre este livro...
Dr. Sabe Tudo: Gostou? Pode ficar. Olha, a gente tem que ir andando (levantando).
Dr. Tudo Sabe: Qualquer probleminha, chame os doutores Tudo Sabe e Sabe Tudo. E nós resolveremos o seu problema.
Jovem: Valeu pelo presente. Muito obrigado. É, meio loucos, mas eram simpáticos.
(O Jovem senta num canto e fica lendo a bíblia.)
Música:
(Retornam os Personagens 1 e 2)
P1: Aquele livro não mudou a vida do Jovem da noite para o dia.
P2: Porém, ajudou-o a tomar uma decisão.
P1: A decisão de ser resposta para muitos dos problemas no mundo.
P2: E tudo a partir de uma mensagem que ele leu em certo momento:
Jovem: (Na frente, com a Bíblia) “Se queres ser perfeito, vende o que tens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me!”.
Música:
(Durante a música, a bíblia é colocada num lugar de destaque. Se for à noite, seria bom focalizar uma luz para ela. Em seguida, apresenta-se o jogral que segue.)
P1: Não é estranho que uma nota de R$ 10,00 “pareça” tão grande quando ajudamos um pobre e tão pequena quando gastamos nas lojas?
P2: Não é estranho que pareça tão demorada uma hora quando servimos a Deus, mas tão rápido o tempo quando assistimos a um jogo de futebol?
Jovem: Não parece estranho que pareça interminável uma hora na igreja e passe tão rápido um filme de duas horas?
P1: Não parece estranho como muitas vezes as pessoas buscam os assentos da frente para aparecer, e como se colocam sempre nos últimos assentos para sair rápido da igreja?
P2: Não parece estranho o quanto seja difícil ler um capítulo da Bíblia, e quão fácil ler 100 páginas de um romance popular?
Jovem: Não parece estranho quão difícil seja compartilhar com os outros a Palavra de Deus, e quão fácil é contar uma piada ou coisa semelhante?
P1: Não é estranho que muitos pretendam ir ao céu, sem se esforçar para merecê-lo?
P2: Não parece estranha a facilidade com que acreditamos nos jornais e na televisão, mas questionamos o que afirma a Bíblia?
TODOS: Mas nós acreditamos firmemente na Bíblia. Ali (apontando para a Bíblia) estão as palavras da vida.
Música:
(Entram todos os participantes e se despedem do público.)
Por: Pe. Sérgio Jeremias de Souza
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