5 Relação com a ação (dimensão metodológica e de capacitação técnica)
Corresponde à capacitação técnica/metodológica para o planejamento, desenvolvimento e avaliação da ação transformadora, para o exercício da liderança e coordenação democrática nos grupos, organizações e também junto às massas. Trata-se de ser profissional, realizando a missão com eficácia.
No processo de amadurecimento da fé o jovem sente necessidade de testemunhar a própria fé, empenhando sua vida no serviço aos outros. Para que sua ação seja eficaz, precisa entrar num processo de formação permanente, que lhe garanta a aquisição de técnicas e de competência educativa profissional para assumir tarefas de coordenador de grupos jovens, de comunicador da mensagem de Jesus Cristo e de formador de lideranças.
A ação é uma necessidade especial dos jovens e um instrumento pedagógico privilegiado. A partir de pequenas ações refletidas e avaliadas, os jovens vão crescendo em sua inserção eclesial e social para serem uma presença transformadora.
Papa Bento VXI - Maio/2007
Dimensão metodológica e de capacitação técnica
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Dimensão mística e teológica
4 Relação com Deus (dimensão mística e teológica)
Esta dimensão trata da vivência e fundamentação da fé do jovem, do encontro com a Pessoa de Jesus Cristo, sua prática, seu Projeto e seguimento em comunidade. É a presença de Deus agindo nos acontecimentos de sua vida, da vocação mais profunda de ser filho e irmão, do descobrimento de Jesus e da opção por segui-Lo, do discernimento da ação do Espírito nos sinais dos tempos da história pessoal, grupal, eclesial e social e do compromisso radical de viver os valores do evangelho. E o jovem descobre a Comunidade eclesial como lugar de alimentar e celebrar a vida na Fé.
Neste encontro com Jesus Cristo o jovem descobre Nele o sentido de sua existência humana pessoal e social. Nasce a experiência de fé que o faz viver como cristão autêntico. Passo fundamental nessa dimensão é transformar a experiência de vida pela força da fé em experiência evangélica. Integra-se a fé na vida. A educação da fé é concebida como interpelação constante entre experiência de vida e formulações da fé.
É necessário formar o jovem para ter uma experiência de Deus (espiritualidade ou mística) e ao mesmo tempo ajudá-lo a adquirir uma compreensão teórica da sua fé (teologia).
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Dimensão sócio-política
3 Relação com a sociedade ( dimensão sócio-política)
Corresponde à dimensão da socialização ou da inserção do jovem na sociedade. Trata da convivência social com relações de justiça e solidariedade, com igualdade de direitos e deveres. A política é a arte de administração da convivência dos cidadãos. Capacita o jovem para ser cidadão consciente, sujeito da história nova, com participação crítica em favor da justiça e da vida digna para todos. Forma o jovem para ser capaz de projetar-se em sua comunidade local, nacional e internacional. É importante formar o jovem para a cidadania.
Esta experiência comunitária leva o jovem a confrontar-se com problemas cuja solução exige convergência de esforços e vontade política. A promoção do bem comum e a construção de uma ordem social, política e econômica humana, justa e solidária, torna-se um compromisso de fé. A educação na fé é concebida como ação transformadora da complexa realidade sócio-econômica-política e cultural.
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Dimensão da integração grupal e comunitária
2) Relação com os outros (dimensão da integração grupal e comunitária)
Corresponde à dimensão social, da descoberta do outro como ser diferente e do grupo como lugar de encontro. O grupo oferece um espaço para ir descobrindo, de modo concreto e vivencial, a necessidade de realizar-se como pessoa na relação com o outro. Esta relação gera crescimento, exercita a crítica e a autocrítica como meio de superar-se pessoalmente e colaborar no crescimento dos demais.
Este processo de amadurecimento leva o jovem a uma progressiva abertura para as relações interpessoais, reconhecendo nos outros, valores, diversidades e limites. O jovem começa a fazer a experiência de um relacionamento mais consciente com a família, com o grupo e com a sociedade, até a experiência comunitária como referência permanente para sua vida. Na comunidade, o jovem se torna participante ativo e criativo de sua própria história. A educação na fé é concebida, aqui, como caminho a ser percorrido comunitariamente.
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Dimensão da Personalização
1) Relação Consigo Mesmo (dimensão da personalização)
É a dimensão da relação do jovem consigo mesmo. Responde às necessidades de amadurecimento afetivo e formação positiva da personalidade. É a busca constante de uma resposta, não especulativa mas existencial, à pergunta: “Quem sou eu”?
Nesta dimensão o jovem precisa acolher a própria vida. Procura conhecer-se, aceitar-se, assumir-se a si próprio, como também procura desenvolver suas aptidões e qualidades, seus sentimentos e interesses com relação aos outros. A educação e a vivência da fé são concebidas como auto-aceitação, humanização, busca de sentido da vida e opções de valores.
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Educação na Fé - Etapa 7
7 - ETAPAS PERCORRIDAS
Esta última etapa é a fase da maturidade pedagógica. Os jovens e assessores que chegam a esta etapa são mais realistas e menos vanguardistas. Têm capacidade para trabalhar com iniciantes, sem queimar etapas. Sabem distinguir entre a consciência-desejada e a consciência-possível. A pedagogia de etapas deixa clara a necessidade de respeitar a consciência possível dos jovens em cada estágio da sua vida. Não se pode fazer tudo numa reunião ou num curso. O processo de educação na fé é lento e diferente para cada jovem.
Muitos jovens, porém, que passam para a militância não conseguem dar este último passo. Eles mesmos passaram pelas etapas anteriores, mas não têm consciência disso. Não têm consciência com aqueles que estão pondo o pé no primeiro degrau da escada. Querem que os jovens iniciantes se comprometam num curto espaço de tempo. Usam uma terminologia sofisticada que os iniciantes não entendem. Nas palavras de um jovem: "Dão churrasco para nenê e acham que está tudo bem". São exigentes e impõem suas idéias. Falam de libertação, mas sua pedagogia é a dominação. O resultado é a desmobilização. Os grupos se afastam da coordenação. A incapacidade de chegar a essa etapa leva ao isolamento e à ineficácia.
A descoberta das etapas percorridas gera coordenações maduras com boa pedagogia.
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Educação na Fé - Etapa 6
6 – MILITÂNCIA
Os jovens nesta etapa se abrem para mais uma dimensão da vida: a militância e o compromisso. É o momento de dizer sim ao chamado do Senhor: "Vem e Segue-me" (Mt 19, 21) e "Vão por todo o mundo, anunciem a Boa Notícia a toda criatura" (Mc 16, 16). Nas etapas anteriores do processo de formação os jovens assumiram também compromissos, porém, sem aquela constância e responsabilidade que caracteriza o militante. Há uma diferença importante aqui. As características dos jovens nas etapas anteriores foram de momentos de entusiasmo, ao assumir certos compromissos, seguidos por momentos de desânimo e irresponsabilidade. Falava-se muito do jovem como "Fogo de palha". Embora muitos estejam convencidos teoricamente da importância da ação, nas etapas iniciais, leva tempo para criar o hábito de engajamento permanente. Agora abraça a causa do reino. É perseverante. Quando assume alguma coisa vai até o fim. É líder. Passou da fase de fazer as coisas por embalo, porque os outros estão fazendo. Agora é uma opção de vida. Não quer mais ser um mero expectador. Resolve entrar no campo e vestir a camisa. É a nova visão do jovem Marcos, do Rio de Janeiro: "Não entendo um homem que passa por esta vida e não faz nada para modificar o lugar onde está". Em todos os lugares há jovens com esse nível de dedicação. É o resultado de um processo lento de formação!
O jovem normalmente entra na primeira etapa voltado para seu próprio mundo de interesses pessoais. Um militante lembrava: "Entrei no grupo por causa de futebol-de-salão. Antes não pensava em nada, não sabia o que era o mundo, vivia trancado em casa, só estudava e me divertia". Agora, está aberto para o mundo. Um psicólogo descreve esse processo do crescimento como uma "ampliação gradual mas progressiva do 'eu', para incorporar o mundo que está 'fora'". "Cresceu, esticou e diluiu as fronteiras do seu 'eu'. Neste sentido, quanto mais nos estendemos, mais amamos, mais se torna difusa a distinção entre o 'eu' e o mundo. Nós nos identificamos 'com o mundo'. E na medida em que as fronteiras de nosso 'eu' tornam-se difusas e diluídas, começamos a experimentar a mesma emoção de êxtase que sentimos quando as fronteiras de nosso 'eu' desmoronaram parcialmente e nos apaixonamos". O desafio é despertar mais jovens para chegar a esse nível de compromisso. Muitos desistem no caminho por falta de formação e acompanhamento sistemático. A formação supõe um longo processo e nunca poderá ser substituída por momentos mágicos de emoção e entusiasmo!
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Educação na Fé - Etapa 5
5 – CAUSAS
Agora o jovem já tem condições de dar outro passo para abrir o horizonte da sua visão do mundo. Esta etapa chama a atenção para uma das importantes tarefas da Pastoral da Juventude: a conscientização sobre o mundo em que vivem. Esta, talvez, seja a etapa mais crítica, mais difícil, mais complexa.
Chamamos esta etapa de descoberta das causas estruturais. Uma palavra sobre estruturas. Estruturas são instituições e práticas criadas pelas pessoas e que orientam a vida econômica, social e política. "Em si necessárias, elas tendem, freqüentemente, a se fixarem e enrijecerem em mecanismos relativamente independentes da vontade humana, paralisando ou pervertendo assim o desenvolvimento social e gerando a injustiça. As estruturas exercem enorme influência sobre nós, mas também temos capacidade de mudá-las".
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Educação na Fé - Etapa 4
4 –ORGANIZAÇÃO
Esta etapa ocorre quando os jovens vão além do seu grupo e comunidade e ampliam sua visão ao constatar que a juventude tem sua própria organização que é mais ampla do que seu grupo de base. Descobrem a "Pastoral da Juventude". Percebem que seu grupo não está isolado. Há muitos grupos caminhando na mesma direção, com os mesmos ideais. Percebem que a juventude organizada pode ser uma força importante dentro e fora da Igreja. A organização faz ampliar sua voz para que seja ouvida com mais atenção. Agora têm voz forte dentro da Igreja. O poder jovem foi canalizado para a transformação.
A consciência da importância desta etapa surge no momento em que o jovem participa de algum evento organizado pela pastoral. De novo é a primazia da experiência. Às vezes é eleito como representante do seu grupo na coordenação do setor pastoral ou da sua diocese; às vezes participa de um curso, retiro, encontro, evento de massa organizado pela PJ. Sabia antes da organização da pastoral, mas era algo abstrato, distante. Agora conhece gente que está à frente dessa organização e se empolga com as novas amizades e com o contato com jovens comprometidos.
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Educação na Fé - Etapa 3
3- PROBLEMA SOCIAL
Um jovem entra num grupo. O grupo abre sua visão para os vários aspectos da vida de comunidade: um trabalho de equipe, maior conhecimento de si, capacidade de se relacionar com os outros, descoberta de um Cristo mais pessoal... Rompendo o círculo fechado do grupo de amigos, descobre a riqueza da comunidade eclesial mais ampla. Empolga-se com a descoberta de um modelo comunitário de Igreja que sintoniza com suas idéias. Mas agora o horizonte da comunidade local tornou-se limitado. É momento de esticar mais o círculo. Rompe-se o círculo da comunidade e descobre-se outro mundo, o mundo que o cerca, menos agradável: a realidade social.
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Educação na Fé - Etapa 2
2 -COMUNIDADE
Nesta etapa, trabalha-se a eclesiologia: o sentido de pertença à Igreja. Precisamos cultivar um sentido-de-pertença-à-Igreja da mesma maneira que pertencemos a uma família. Faz parte de nossa identidade de cristãos.
O jovem deu o primeiro passo ao sair do seu isolamento para entrar no grupo. No grupo aprendeu a se relacionar com os outros e a cultivar certos valores essenciais para o trabalho de equipe. O Evangelho e a pessoa de Jesus Cristo são entendidos e aceitos sob nova luz. Num ambiente de grande afetividade a fé é percebida como algo que ajuda a formar um quadro de referência para a nova identidade que se está construindo. A fé é percebida como dando um sentido para sua vida.
Agora o jovem dá outro passo. Rompe o círculo restrito do grupo e se abre para a realidade mais ampla da comunidade paroquial ou comunidade de base. Aqui a paróquia é a primeira referência para a maioria dos jovens. Não se trata do único lugar onde se pode evangelizar os jovens, mas continua sendo importante enquanto não há outras estruturas comunitárias que os acolham.
Os jovens mudam uma visão negativa da Igreja através do contato com uma experiência religiosa significativa mais do que através de estudo da teologia da Igreja. A vivência de comunidade possibilita uma visão mais ampla. Assim, na medida em que o jovem participa da missa, da vida da comunidade, das festas, dos cursos e matem contato com os adultos e lideranças, ele vai descobrindo uma dimensão agradável da Igreja: a Igreja como comunidade de pessoas que se querem bem. "A Igreja somos nós" é a expressão que melhor resume a consciência nesta etapa. A Igreja agora tornou-se algo significativo e atraente.
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Educação na Fé - Etapa 1
1 – GRUPO
O jovem precisa de uma unidade maior do que a família, mas não tão grande que se sinta apenas mais um número no meio da multidão (como, às vezes, acontece na paróquia). "O grupo proporciona ao jovem um ambiente de segurança e de valorização pessoal que faz menos dura sua inserção na sociedade e tem como resultado gratificante o fato de estar entre iguais". O grupo serve como ponto entre a família e um mundo que aparece, em muitos aspectos, como ameaçador.
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Educação na Fé

A Evangelização dos Jovens acontece através de um processo de Educação na Fé.
Este processo se dá por etapas. Estas etapas são pessoais e o tempo que o jovem permanece em cada uma deve ser respeitado.
Esta pedagogia de Educação na Fé forma jovens maduros para serem verdadeiros discípulos e missionários de Jesus Cristo.
As etapas são: grupo; comunidade; problema social; organização; causas; militância; e descoberta das etapas percorridas.
Estas etapas estão descritas em outros posts.
Fonte: O Futuro tem nome: Juventude - Pe. Jorge Boran
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